domingo, 30 de março de 2008

Boas Frases Retiradas de Filmes, Livros(fictícios), Desenhos e Animes

"Eu gostaria de compartilhar uma revelação que eu tive durante meu tempo aqui.
Veio pra mim, enquanto eu tentava classificar suas espécies.
Eu percebi que vocês não são realmente mamíferos.
Todos os mamíferos desse planeta instintivamente desenvolvem um equilíbrio natural com o ambiente ao redor. Mas os humanos não. Vocês se mudam para uma área e se multiplicam e multiplicam até que todos os recursos naturais sejam consumidos e a única maneira de vocês poderem sobreviver é se espalharem para outra área.
Há outro organismo neste planeta que segue o mesmo padrão. Você sabe qual é? UM VÍRUS. Seres humanos são uma doença, um câncer neste planeta. Vocês são uma praga. E nós somos... a cura." Agente Smith em Matrix


"Há muitos que merecem morrer e vivem e há muitos que merecem viver e morrem. Você pode dar a vida àqueles que morreram? Então também não tem o direito de tirar a vida dos que merecem morrer." Gandalf em O Senhor dos Anéis


“Até mesmo os seres mais pequeninos podem ter um papel importante no final..." Gandalf em O Senhor dos Anéis


“Aquele que segue a maioria nunca será seguido por ela.” Pastor Lee em O Monge e o Executivo


“Não dá para limpar o mundo com as mãos sujas.” Senador Shaw em Sob o Domínio do Mal


“Os humanos contaminaram o planeta que lhes foi dado, agora estão sofrendo” Poseidon em Os Cavaleiros do Zodíaco, Saga de Poseidon


“E se a gente louva o Deus errado? Todas as vezes que vamos à Igreja, deixamos ele mais e mais irritado.” Homer Simpson


“Eu sempre me perguntei se havia um Deus. E agora eu sei que ele existe… e sou eu!” Homer Simpson


“Eu não sou um cara muito religioso. Mas se você estiver aí, por favor, me salve, Super Homem!” Homer Simpson


"De qualquer forma, todo mundo perde alguma coisa durante a sua vida. O importante é não abandonar. Às vezes você encontra as coisas que tinha perdido, mas nunca mais consegue achar as coisas que abandonou." Velhote figurante no mangá: Ruroni Kenshin Vol: 48


"Um ser humano possui inteligencia para saber quando deve recuar. Um animal possui instintos para saber quando deve recuar. Mas um idiota que põe a culpa de sua derrota nos outros e se recusa a recuar não passa de um monstro inferior” Saitou Hajime em Samurai X


"Não devia se culpar pelas coisas ruins q aconteceram com você, às vezes não importa o que agente faça somos vítimas das circunstâncias e temos que lutar pra conseguir sair" Kenshin em Samurai X


“Não há muita gente disposta a se sacrificar pelo que é certo, e muito menos gente que irá proteger e respeitar a humanidade de outros. Para esses, tirando comida e água não é necessário dignidade para sobreviver." Saito Hajime em Samurai X


“Para que eu existo e vivo? Eu preciso achar o motivo da minha existência, enquanto estiver vivo, ou então minha existência será inútil como se estivesse morto.” Gaara em Naruto

quinta-feira, 27 de março de 2008

Jesus: A FARSA

Antes de chegarmos ao tema central desse artigo, vamos aprender um pouco sobre a antiga adoração ao sol e de como através dela surgiu a adoração à inúmeros deuses criados muito antes do mito de Cristo.


Percebendo a importância da luz do sol sobre a terra, os humanos imaginaram que essa luz seria uma emanação protetora de Deus. Da idéia de que existia um único sol, surgiu o monoteísmo, isto é, a crença em um só Deus.



A partir do tempo em que a terra recebe a luz do sol recebeu o nome dia em oposição ao período de trevas, a noite. O dia teria sido um presente divino, graças à luz solar. Devendo cada vez mais a vida ao calor, a gratidão dos humanos para com o sol cresceu ainda mais. Foi assim que nasceu o mito solar, do qual Jesus Cristo é o último rebento.


O rito védico celebra o nascimento de Salvitri, o deus-sol, em 25 de dezembro, no solstício, quando aparecem as refulgentes estrelas,isso se deve porque a estrela noturna mais brilhante no ocidente é Sirius, que a 24 de Dezembro alinha-se com as 3 estrelas mais brilhantes no cinturão de Orion conhecidas como os 3 reis(Marias em português), essas 3 estrelas apontam para o nascer do sol no dia 25 de Dezembro. Esta é a razão pela qual os 3 Reis seguem a estrela para o nascer do sol(deus). As estrelas trazem a boa nova, a perspectiva de boas colheitas. Daí os sacrifícios e os ritos propiciatórios oferecidos ao deus-sol. Por isso a maioria dos deuses tiveram suas datas de nascimento marcadas no dia 25 de dezembro: Mitra, Hórus,Krishna,Dionísio, Jesus etc.


A mãe virgem do Deus Sol deu-se através da “constelação” Virgem que tinha como antigo símbolo um “m” alterado, isso explica por que a mãe virgem da maioria dos outros deuses tinha no início do nome a letra “m”, como: Maria(mãe de Jesus), Maya(mãe de Buda), Mirra(mãe de Adônis) etc. A Constelação de Virgem também é conhecida como a “Casa do Pão” tendo como representação uma virgem segurando um feixe de espigas de milho representando Agosto e Setembro, altura das colheitas.


A representação da morte do Deus Sol se deu através do solstício de inverno, que ocorre no dia 25 de Dezembro. Do solstício de verão até os de inverno os dias tornam-se mais curtos e frios(no hemisfério Norte) e o sol parece mover-se para o Sul aparentando ficar mais pequeno e fraco, conforme se aproxima o inverno o sol aparenta está morrendo, e sua morte por completa chega no dia 22 de Dezembro(o ponto mais baixo do sol no céu), porém nesse dia o sol aparentemente para de se “mover” para o Sul durante 3 dias (22,23 e 24 de Dezembro) repousando na “constelação” do Cruzeiro(cruz) do Sul, no dia 25 de Dezembro o Sol “move-se” 1 grau para o Norte aparentando dias melhores, e assim diz-se que o Sol morreu na Cruz do Sul(dia 22), esteve morto por 3 dias(22,23 e 24) e ressuscitou(dia 25) para depois ir embora de vez. Porém a ressurreição do Sol não é celebrada até o equinócio da primavera(páscoa) devido a partir desse período os dias se tornarem maiores.


Os 12 seguidores do Deus Sol representam as 12 principais “constelações” ou signos pelo qual o sol viaja.


Agora vejamos alguns deuses


1-Hórus- 3000 A.C- Egito



*Nasceu da virgem Isis-Meri em 25 de Dezembro.

*Seu nascimento foi acompanhado por uma estrela chamada Este que foi seguida por 3 Reis em busca do salvador recém-nascido.

*Aos 12 anos era uma criança prodígio

*Teve 12 discípulos(uma alusão aos 12 signos de zodíaco governados pelo sol).

*Foi o Deus solar e o redentor dos egípcios.

*Era considerado a luz, o bom pastor, o filho de Deus etc.

*Realizou milagres como curar os enfermos e andar sobre a água.

*Ressuscitou um homem de nome Elazarus (Cristo ressuscitou Lázaro).

*Depois de traído por Tifão, foi crucificado, enterrado e ressuscitou 3 dias depois

*Um dos títulos de Hórus é "Krst" (Cristo?).


2-Mithra- 1400 AC- Pérsia




*Nasceu de uma virgem em 25 de Dezembro.

* Uma estrela teria surgido no Oriente, anunciando seu nascimento

*Magos com presentes de incenso, ouro e mirra foram em busca do seu nascimento.

*Era representado com um disco solar na cabeça, segurando um globo com a mão esquerda.

*Teve 12 discípulos

*Praticou milagres

* Nos ritos mitraícos havia ritos com pão e vinho.

* As vestimentas dos sacerdotes católicos são cópias das roupas ritualísticas dos sacerdotes de Mitra.

*Era chamado de “A verdade” e “A Luz”

*Ressuscitou 3 dias após sua morte.

*Após ressuscitar ascendeu aos céus.

*O dia de adoração a Mithra é aos Domingos.


3-Krishma- 4270 A.C ou 3228A.C ou 900 A.C



*Nasceu da virgem Devaki através do espírito divino.

*Seu nascimento foi acompanhado por uma estrela no ocidente marcando sua chegada.

* Pastores foram adorar o recém-nascido

* Um rajá com medo de perder sua posição mandou matar todos os nascidos naquela noite.

* Era o Salvador e deveria reinar sobre o mundo.

* Ressuscitou mortos e curou doentes.

*Teve discípulos

* Morreu para que o mundo acreditasse na sua palavra

*E ressuscitou

4-Dionísio- 500 AC- Grécia



* Nascido da virgem, Sêmele que foi fecundada por Zeus, em 25 de Dezembro

*Quando criança sofreu tentativa de assassinato.

*Praticou milagres como transformar água em vinho e multiplicação de peixes.

*Era considerado o Rei dos Reis

*Ressuscitou

5-Buda- 525 A.C- India

*Nasceu sem intermédio de relação sexual.

*Sua mãe era a virgem Maya

*Nascido príncipe, sua missão de salvador do mundo foi profetizada quando ele era um bebê.

*Foi uma criança prodígio.

* Jejuou e meditou durante quarenta dias e quarenta noites durante os quais foi tentado pelas forças do mal.

* Falou por meio de parábolas

*Caminhou sobre as águas.


6-Hércules- Séc III A.C- Grécia



* Nascido da virgem Alcmena, que foi fecundada por Zeus

* Seu nascimento é comemorado em 25 de dezembro.

* Foi impiedosamente tentado pelas forças do mal.

* A causadora de sua morte (sua esposa) se arrepende e se mata enforcada.

* Estão presentes no momento de sua morte sua mãe e seu discípulo mais amado (Hylas).

* Sua morte é acompanhada por um terremoto e um eclipse do Sol.

* Após sua morte, ressuscitou, ascendendo aos céus.


7-Josué- Antigo Testamento




*Nasceu de um milagre

*Tinha 12 irmãos

*Vendido por 20 pratas

*Seu irmão Judá o trai e sugere sua venda

*Começa suas obras aos 30 anos


Esses são só alguns deuses, agora veremos um breve resumo da história de Jesus




*Nasceu da virgem Maria em 25 de Dezembro em Belém

*Seu nascimento foi anunciado por uma estrela ao ocidente

*3 Reis magos foram prestigiar seu nascimento.

*Tornou-se pregador aos 12 anos

*Aos 30 anos foi batizado

*Teve 12 discípulos

*Praticou milagres como: curar pessoas; andar sobre a água; ressuscitar mortos, transformar ágüem em vinho etc.

*Era conhecido como Rei dos Reis, filho de deus etc.

*Traído pelo seu discípulo Judas que sugere sua venda

*Vendido por 30 Pratas

*Foi Crucificado

*Ressuscitou após 3 dias

* Ascendeu aos céus


As semelhanças são incríveis, não?


Ainda existem muitos outros “deuses” que vieram muito antes do falso Jesus que apresentam parentescos na história: Adônis(Grécia), Átis (Frígia), Balenho (Celtas), Joel (Germanos); Fo (China); Quetzocoalt (Olmecas, Maias), todos eles nasceram de forma virginal, morreram sacrificados, seu sangue "purifica" e abençoa, ressuscitaram, e sua herança é o amor incondicional ao Criador de todas as coisas; amor que se manifesta amando as criaturas. Há também muita lenda urbana, de pessoas acrescentando mais similaridades nos deuses antigos por conta própria, como se isso tudo já não fosse o bastante. Os judeus e os líderes do cristianismo, para a formação de Jesus, só tiveram de adaptar as crenças e rituais antigos a um novo personagem. Toda a história já existia e só foi necessário amoldá-la um pouco.


O Vaticano e outras denominações Cristãs sempre souberam dessa história e quando foram questionados sobre esse plágio, inventaram que o Diabo, sabendo da vinda de Jesus, voltou no tempo e inventou a histórias dos outros deuses para enganar os fiéis de Jesus, mas quando a história não pode ser mais segurada, o Vaticano começou a silenciar e a destruir os documentos que provam o plágio de Jesus.


Desde Século II dessa era tem sido posta em dúvida a existência de Cristo, sua existência nunca foi provada. As bibliotecas e museus guardam escritos e documentos de autores que teriam sido contemporâneos de Jesus, os quais não fazem qualquer referência ao mesmo. O único historiador que alegou a existência de Cristo foi Flávio Josefo, um judeu nascido em Jerusalém que viveu entre 37/38 DC e 100/103 DC, porém além de não ter vivido na mesma época de Jesus, os documentos apresentados por ele foram falsificados pela a Igreja.


Sócrates assim como Jesus não deixou nada escrito, porém Sócrates só ensinou o que é natural e racional, ao passo que Jesus teria apenas se preocupado com o sobrenatural. Sócrates teve como discípulos pessoas naturais, de existência comprovada, cujos escritos, produção cultural e filosófica passaram à história como Platão, Xenófanes, Euclides, Esquino, Fédon. Enquanto isso, Jesus teria por discípulos alguns homens analfabetos como ele próprio, os quais apenas repetiriam os velhos conceitos e preconceitos.


Sócrates, que viveu 5 séculos antes de Cristo e nada escreveu, jamais teve sua existência posta em dúvida. Jesus Cristo, que teria vivido tanto tempo depois, mesmo nada tendo escrito, poderia apesar disso ter deixado provas de sua existência. Todavia, nada tem sido encontrado que mereça fé. Seus discípulos nada escreveram. Os historiadores não lhe fizeram qualquer alusão.


O Cristianismo não é e nunca foi baseado em verdades, foi apenas uma história romana desenvolvida politicamente procurando monopolizar a figura de Jesus para controle social. Por volta de 325 D.C em Roma o Imperador Constantino reuniu o conselho Ecuménico de Nicéia estabelecendo as doutrinas políticas com motivações cristãs. Após a queda do Império Romano a história foi passada para o Vaticano(localizado justamente em Roma) que governou toda a Europa de modo aterrorizador, restringindo o conhecimento apenas a Igreja.


Até hoje em dia o Cristianismo é usado como controle de massa, deixando o povo com medo de uma entidade inexistente, que te puni caso não acredite nela ou questione sua veracidade.



Para os cristãos, o problema da existência de Jesus Cristo concerne à fé, e não à história. Papa Pio XII, em 955, falando para um Congresso Internacional de História em Roma
.


Referências Bibliográficas:


Livros: Sinto Muito, mas Jesus Cristo Não Existiu de Alfredo Bernachi e Jesus Cristo nunca existiu de LA SAGESSE.


Documentário: Zeitgeist: A Maior história de todos.

terça-feira, 25 de março de 2008

Vote no Hugo

Hoje de manhã alguém bateu na minha porta. Era um casal bem vestido e arrumado. O homem falou primeiro, e disse:


João: Olá! Eu sou João, e esta é Maria.

Maria: Olá! Gostaríamos de convidá-o para vir votar no Hugo com a gente.

Eu: Como assim? O que é isso? Quem é Hugo, e por que vocês querem que eu vote nele? Nem é dia de eleição hoje.

João: Se você votar no Hugo, ele lhe dará um milhão de dólares, e se não, ele te cobre de pancada.

Eu: Mas o que é isso? Extorsão da máfia?

João: Hugo é um multibilionário filantropo. Hugo construiu esta cidade. A cidade é dele. Ele pode fazer o que ele quiser, e ele quer te dar um milhão de dólares, mas isso só é possível se você votar nele.

Eu: Mas isso não faz o menor sentido. Se o Hugo construiu a cidade, é dono dela e pode fazer o que quiser, então por que ele precisa ser eleito? E por que ele...

Maria: Quem é você para questionar o presente do Hugo? Você não quer o milhão de dólares? Não vale a pena por votar nele uma vez só?

Eu: Bom, talvez, se for pra valer, mas...

João: Então venha com a gente votar no Hugo.

Eu: Vocês já votaram no Hugo?

Maria: Ah, claro, e...

Eu: E vocês já receberam o milhão de dólares?

João: Bom, na verdade não. Você só recebe o dinheiro depois de sair da cidade.

Eu: Então por que vocês não saem?

Maria: Você só sai quando o Hugo deixar, ou você não leva o dinheiro, e ele te cobre de pancada.

Eu: Vocês conhecem alguém que votou no Hugo, saiu da cidade e ganhou o dinheiro?

João: Minha mãe votou no Hugo por anos. Ela saiu da cidade ano passado, e tenho certeza de que ela ganhou o dinheiro.

Eu: Você não falou com ela depois disso?

João: Claro que não, o Hugo não deixa.

Eu: Então por que você acha que ele vai te dar o dinheiro se você nunca falou com alguém que conseguiu o dinheiro?

Maria: Bom, ele te dá um pouquinho antes de você ir embora. Pode ser um aumento de salário, pode ser um pequeno prêmio de loteria, pode ser que você acha uma nota de cinqüenta na rua.

Eu: E o que isso tem a ver com o Hugo?

João: O Hugo tem uns 'contatos'.

Eu: Sinto muito, mas pra mim isso parece um golpe maluco.

João: Mas é um milhão de dólares, você vai arriscar? E lembre, se você não votar no Hugo, ele te cobre de pancada.

Eu: Talvez se eu pudesse ver o Hugo, falar com ele, pegar os detalhes diretamente com ele...

Maria: Ninguém vê o Hugo, ninguém fala com o Hugo.

Eu: Então como vocês votam nele?

João: Às vezes nós fechamos os olhos e votamos, pensando no Hugo. Às vezes votamos no Carlos, e ele conta pro Hugo.

Eu: Quem é Carlos?

Maria: Um amigo nosso. Foi ele que nos ensinou a votar no Hugo. A gente só precisou levá-lo pra jantar algumas vezes.

Eu: E você simplesmente acreditou no que ele disse, quando ele contou que existia um Hugo, e que o Hugo queria que vocês votassem nele, e que o Hugo daria uma recompensa?

João: Claro que não! Carlos trouxe uma carta que o Hugo lhe mandou anos atrás, explicando tudo. Tem uma cópia aqui, veja você mesmo.

João me entregou uma fotocópia de uma carta com o cabeçalho "Do punho de Carlos". Havia onze itens ali:

01) Vote no Hugo e ele lhe dará um milhão de dólares quando você sair da cidade.

02) Use álcool com moderação.

03) Cubra de pancada quem não for como você.

04) Coma bem.

05) O próprio Hugo ditou esta lista.

06) A lua é feita de queijo verde.

07) Tudo que o Hugo diz está certo.

08) Lave as mãos depois de ir ao banheiro.

09) Não beba.

10) Só coma salsicha no pão, e sem condimentos.

11) Vote no Hugo, ou ele te cobre de pancada.

Eu: Parece que isso foi escrito no bloco do Carlos.

Maria: Hugo não tinha papel.

Eu: Tenho um palpite que se fôssemos conferir, descobriríamos que essa letra é do Carlos.

João: Claro que é, o Hugo ditou.

Eu: Pensei que vocês tinham dito que ninguém vê o Hugo.

Maria: Não agora, mas tempos atrás ele falava com algumas pessoas.

Eu: Pensei que vocês tinham dito que ele era um filantropo. Como é que um filantropo bate nas pessoas só porque elas são diferentes?

Maria: É o desejo de Hugo, e o Hugo está sempre certo.

Eu: Como você sabe?

Maria: O item 7 fala: "Tudo que o Hugo diz está certo." Pra mim isso é suficiente.

Eu: Talvez o seu amigo Carlos tenha inventado isso tudo.

João: De jeito nenhum! O item 5 fala: "O próprio Hugo ditou esta carta." Além disso, o item 2 fala "use álcool com moderação", o item 4 diz "Coma bem", e o item 8 diz "Lave as mãos depois de ir ao banheiro." Todo mundo sabe que isso é certo, então o resto deve ser verdade também.

Eu: Mas o item 9 diz "Não beba", o que não bate com o item 2. E o item 6 diz que "A Lua é feita de queijo verde", o que está simplesmente errado.

João: Não há contradição entre 9 e 2, 9 só esclarece 2. E quanto ao 6, você nunca esteve na Lua, então não pode ter certeza.

Eu: A ciência já estabeleceu muito bem que a Lua é feita de rochas...

Maria: Mas eles não sabem se as rochas vieram da Terra ou do espaço, então poderia muito bem ser queijo verde.

Eu: Não sou um perito, mas acho que a idéia é que dois ou mais corpos de bastante massa podem ter colidido durante a formação do sistema solar para criar o sistema Terra-Lua. Mas não saber exatamente como a Lua foi formada no tem nada a ver com ela ser feita de queijo verde.

João: Ahá! Você acabou de admitir que os cientistas não podem ter certeza, mas nós sabemos que o Hugo está sempre certo!

Eu: Sabemos?

Maria: Claro, o item 7 diz isso.

Eu: Você está dizendo que o Hugo está sempre certo porque a lista diz, e a lista está certa porque o Hugo ditou, e sabemos que o Hugo ditou porque a lista diz. Isso é lógica circular, é a mesma coisa que dizer que 'O Hugo está certo porque ele diz que está certo'.

João: AGORA você está entendendo! É tão bom ver alguém entender o jeito de pensar do Hugo!

Eu: Mas... ah, deixa pra lá. E que história é essa com as salsichas?

João: (enquanto Maria enrubesce): É um esclarecimento do item 4. Salsicha, só no pão, sem condimentos. É à maneira do Hugo. Qualquer coisa diferente disso está errada.

Eu: Mas então pode comer hambúrguer sem pão? E bratwurst?

João: Peraí, peraí. Não vamos deixar as coisas mais complicadas do que elas são. É melhor deixar esses detalhes para os peritos profissionais no Hugo e suas regras.

Eu: E se não tiver pão?

João: Sem pão, nada de salsicha. Salsicha sem pão é errado.

Eu: Sem molho? Sem mostarda?

João: (Gritando, enquanto Maria parece chocada): Não precisa falar assim! Condimentos de todos os tipos são errados!

Eu: Então uma pilha enorme de repolho azedo com umas salsichas picadas em cima, nem pensar?

Maria: (enfiando os dedos nas orelhas): Eu não estou escutando!! Lá lá lá, lá lá, lá lá lá.

João: Mas que nojento! Só um pervertido comeria isso...

Eu: Mas é bom! Eu como sempre!!

João: (amparando Maria, que desmaia): Se eu soubesse que você era um desses, não teria desperdiçado meu tempo. Quando o Hugo cobrir você de pancada, eu vou estar lá, contando meu dinheiro e rindo. Eu vou votar nele por você, seu comedor-de-salsicha-cortada-com-repolho!

E assim João arrastou Maria pra o carro, e foram embora.

Autor: Tim Gorski

Fonte: STR

domingo, 23 de março de 2008

O Perigo das Carnes Vermelhas



Os riscos de câncer, especialmente o pulmonar e o colorretal, aumentam consideravelmente entre as pessoas que consomem carnes vermelhas ou processadas
, revelou um estudo recém-publicado pelo periódico americano "PloS Medicine".


A pesquisa, comandada por cientistas do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, indica que quem consome carnes vermelhas também tem mais chances de desenvolver tumores no fígado, no esôfago e no pâncreas.


Os pesquisadores tiraram essas conclusões ao acompanhar 500.000 pessoas com entre 50 e 71 anos que se submeteram a uma dieta especial e controlada. Ao fim de oito anos, 53.396 participantes do estudo tinham sido diagnosticados com câncer.


Entre as pessoas que mais consumiram carne vermelha no período, "foram descobertos riscos estatisticamente elevados (de 20% a 60%) de câncer colorretal, hepático, pulmonar e de esôfago", disseram os cientistas.


Segundo os especialistas, de modo geral, a carne vermelha contém um alto teor de gorduras saturadas e ferro, elementos relacionados ao desenvolvimento de tumores.


DNA


A revista britânica "Cancer Research" também publicou um estudo, elaborado pelo Conselho de Pesquisas Médicas da Inglaterra, sobre a produção de substâncias que a carne vermelha faz o intestino produzir e os danos que estas provocam no DNA, podendo causar câncer.


Os pesquisadores disseram ter identificado um mecanismo bioquímico que poderia explicar a relação entre o câncer no intestino e o consumo de carne vermelha. Para chegar a essa conclusão, os especialistas estudaram as células do intestino grosso de vários voluntários com hábitos alimentares distintos e verificaram se a ingestão de carne afetava o DNA das células.


A comparação entre as dietas baseadas em carne vermelha e as vegetarianas mostrou que os danos ao DNA eram maiores entre os adeptos das primeiras. Segundo os cientistas, os responsáveis por isso seriam os chamados "N-nitrosocompostos", que aparecem no intestino grosso após a ingestão de carne vermelha.


Alguns desses compostos, segundo os especialistas, poderiam se combinar com o DNA, desestabilizando-o e provocando um câncer.


A mesma equipe de cientistas descobriu que as pessoas que comem mais de duas porções de carne vermelha por dia têm três vezes mais chances de desenvolver tumores.


Segundo o diretor-executivo do Conselho de Pesquisas Médicas da Inglaterra, Colin Blakemore, "o câncer de intestino grosso é o segundo tumor mais comum nos países ocidentais, e cerca de um milhão de novos casos surgem a cada ano no mundo todo".


MAIS FRUTAS E MENOS CARNE


Essas conclusões foram apoiadas por um estudo da Universidade da Carolina do Norte, segundo o qual uma dieta rica em frutas e com pouca carne vermelha diminui os riscos de câncer no intestino grosso.


A pesquisa, publicada pelo periódico "The Journal of Nutrition", indica que um alto consumo de carne pode aumentar os riscos de câncer no intestino grosso, o segundo que mais mata nos Estados Unidos, depois do de pulmão.


No estudo, os cientistas dividiram as pessoas conforme sua alimentação: os acérrimos consumidores de fruta que quase não comem carne, os que combinam altas quantidades de frutas com um consumo moderado de carne e os que basicamente só consomem carne.


O trabalho revelou que os grandes e médios consumidores de carne têm 70% mais chances de desenvolver tumores que aqueles que seguem uma dieta rica em frutas e pobre em carnes vermelhas.


No entanto, os pesquisadores tiveram dúvidas quanto à possibilidade de os efeitos negativos da excessiva ingestão de carne serem compensados pelo consumo de grandes quantidades de frutas.


"Alguns estudos descobriram um efeito protetor da fruta e das verduras, mas muitos outros sustentam que não há relação entre o consumo de frutas e verduras e o risco de desenvolvimento de tumores ou pré-tumores no intestino", disse o estudo.


A dieta rica em carne é típica da população americana, e, por isso, o estudo recomenda um maior consumo de cereais integrais e de fruta, assim como a ingestão reduzida dos alimentos com muito açúcar e gordura.



E quem consome frango ingere uma quantidade excessiva de hormônios(que também causam câncer) para que os pintos tornem-se frangos adultos em 15 dias; e quem consome peixe ingere todos os lixos bioacumulados que são jogados no mar e são absorvidos externamente e internamente pelos peixes que causam câncer, e mesmo limpando o peixe externamente ele ainda está infectado internamente.


Então possivelmente alguns onívoros virão me dizer: “E quem consome verduras, legumes e frutas ingere agrotóxicos que também causam câncer” então eu digo que os onívoros ainda estão perdendo, pois além de consumirem a carne e estarem sujeitos as inúmeras doenças citadas, ainda estão sujeitos a mais doenças causadas pelos agrotóxicos.

sexta-feira, 21 de março de 2008

RPG Vs Cristianismo

Primeiro leiam essa ridícula historinha











Sinceramente acho que o autor dessa história deveria ser processado.


Não é de hoje que padres, pastores etc.. Tentam passar, por meio de calúnias, a mensagem de que jogadores de RPG são pessoas com distúrbios mentais, predisposição para serem psicopatas, satanista e tudo mais que convenha chamar.


Eu jogo RPG desde meus sete anos, uma idade em que as crianças ainda nem começaram a formar opiniões e repetem tudo o que suas autoridades dizem. E desde essa idade ou até antes sempre soube diferenciar um jogo e um livro fantasioso da vida real, mas infelizmente os cristãos não sabem diferenciar um livro fantasioso da realidade.


Só ouvi uma ou duas histórias de crimes cometidos por jogadores de RPG baseados no jogo, agora vejam alguns dos inúmeros crimes e atrocidades cometidas em nome do cristianismo, tudo por não saberem diferenciar a ficção da realidade


Evangélico corta o pênis por causa de religião
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1862411-EI306,00.h


Jovem teria torturado a mãe em nome de deus
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2467300-EI5030,00.html


Filha de Pelé morre por acreditar em milagres
http://oglobo.globo.com/sp/mat/2006/10/18/286142072.asp


Evangélica mata filha e bebe seu sangue
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1858970-EI5030,00.html


Americano corta e cozinha a própia mão para tirar marca da besta
http://noticias.uol.com.br/tabloide/tabloideanas/2008/01/10/ult1594u1125.jhtm


Texano mata e cozinha a namorada por pedido divino
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u361451.shtml


Igreja Universal terá que indenizar pais de garoto assassinado por pastor
http://e-paulopes.blogspot.com/2007/10/universal-ter-de-indenizar-pais-de.html


Pastor sufoca menino autista em cerimônia de exorcismo
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI135478-EI312,00.html


Professora de Religião mata filhos com 500 facadas
http://www.webservos.com.br/fcg/forum_posts.asp?TID=2189&PID=45018


Pastor mata homem a facada em Campo Grande
http://ipbaq.com/view.php?cod=22


Pastor após discussão mata esposa com 22 facadas
http://www.catolicanet.net/padrecleodon/homilias_com.php?idenT=226


Polícia descobre trama de pastor para matar deputado evangélico
http://www.gospelmais.com.br/noticias/1487/policia-descobre-trama-de-pastor-para-matar-deputado-evangelico.html


Evangélico estupra e mata menina
http://soudamissionaria.blogspot.com/2007/10/novidades-sobre-o-assassinato-da-menina.html


Isso é só uma pequena porcentagem dos crimes cometidos por fanáticos cristãos, e que a mídia e o autor da historinha não mostram. Sem contar Inquisição, Cruzadas, apoio a Hitler e outras barbaridades.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Tradicionalismo e o Sobrenatural


Hoje em dia muitas pessoas ligam inúmeros fatos ao sobrenatural, quase tudo aquilo que não conseguem explicar, ligam ao sobrenatural, poucas vezes buscam alguma explicação lógica. Talvez a explicação sobrenatural seja a primeira a passar em suas mentes, e geralmente essa explicação as fazem temer o desconhecido. Mas por que será que a explicação sobrenatural é a primeira a passar em suas mentes? E por que será que elas temem o sobrenatural, sendo que não há nenhuma prova de sua existência? A resposta disso? T-r-a-d-i-c-i-o-n-a-l-i-s-m-o!


O tradicionalismo faz você associar e acreditar em certos fatos simplesmente por costume. È a explicação mais acessível desde sempre, e você sempre acredita e teme isso sem saber o porquê. A maioria das pessoas seguem esse método. Até livros e a mídia te empurram o sobrenatural como se fosse algo normal, podemos listar inúmeras ocorrências com citações de fantasma, ETs, vampiros etc.


Por exemplo: você está na sua casa, e todos os outros moradores da casa estão durmindo ou não estão em casa, então você sente uma presença na casa. Qual vai ser a primeira coisa que você irá associar? Fantasma ou espírito será uma provável resposta. Agora por que você associou isso a fantasmas e espíritos mesmo se quer tendo visto o que você sentiu? Ou por que não atribuiu a outra explicação sobrenatural? Como: ETs de outra dimensão, lobisomem, incrível Hulk, papai noel etc.? O tradicionalismo te faz pensar nisso, você nunca teve ou se quer viu tal entidade sobrenatural, mas antes de qualquer resposta lógica você irá associar ao sobrenatural.


Lembro-me de ter visto uma vez na TV, um rapaz fazer a seguinte experiência: ele pegou um galho (de espessura média) de árvore, amarrou uma corda nele e o colocou no lago Ness esperando uma excursão de visitantes passar do outro lado do lago, por meio da corda ele manipulava o movimento do galho. Várias pessoas que viram o galho de longe afirmaram terem visto diversas partes do Monstro do lago Ness, como sua barriga, sua cauda, sua cabeça etc. Eles afirmaram terem visto o monstro unicamente por estarem no local onde a tradição é mais forte, e qualquer movimento ou objeto desconhecido no lago já associaram ao monstro.


Voltando ao assunto dos espíritos. Você já percebeu que quase sempre quando alguém afirma ter visto ou escutado um espírito, essa pessoa está sozinha e é de noite? Isso acontece porque quando se está de noite, a visibilidade cai, e tudo fica mais calmo, ouve-se um pequeno ruído com facilidade. Quando se está sozinho sobre essas condições, inúmeros pensamentos rondam a cabeça da pessoa, e ela não está concentrada em algo específico, no máximo em seus pensamentos, e qualquer imagem ou som estranho, as associações mais comuns são: algum bandido ou algum espírito, apesar de bandido não ser sobrenatural, essas duas associações se deram através do tradicionalismo, “bandidos atacam com mais freqüência à noite” e “espíritos aparecem com mais freqüência à noite.”


Agora, quando essa pessoa está caminhando de dia, ou está caminhando à noite com mais pessoas (principalmente conversando), dificilmente será relatado a visão de espíritos. Isso se deve por que: no primeiro caso: tradicionalmente espíritos não aparecem de dia; e no segundo caso: quando se está conversando com outras pessoas (à noite) você está concentrado na conversa, e não dará muita atenção ao resto, nesse caso, as pessoas só achariam que viram algum espírito se estivesse conversando sobre tal ou se não houvesse comunicação, ai cada pessoa estaria pensando em algo, mas sem dar muita importância, e qualquer imagem ou som estranho aconteceria à associação.


Três outros exemplos da influência do tradicionalismo na nossa definição de sobrenatural


1-Aliens visitando a Terra


Apesar das histórias de aliens vindo à Terra não serem muito velha, ela se tornou uma tradição.


Qualquer OVNI já se torna visitas de Aliens à Terra. Uma vez vi um vídeo que se passava no México, onde um balão escuro foi confundido com nave alienígena. Isso se torna deprimente. Qualquer objeto que não dê para ser visualizado com clareza se torna um Disco Voador. E por que ETs virão exatamente em discos voadores? Mas uma vez é ai que o tradicionalismo entra. A história de discos voadores foi passando de boca em boca sem nenhum cunho verdadeiro. Logo a mentira repetida por muitos, se tornou uma “verdade” simplesmente tradicional.


Outro exemplo ainda com ETs são os círculos nas plantações. Ninguém nunca viu os ETs fazendo os círculos, ninguém nunca viu a espaço-nave aterrissando nos círculos. Mas simplesmente porque em 10% dos casos os círculos parecem serem indicações de pouso, logo ficou conhecido tradicionalmente como obras dos Aliens.


Aqui vai uma explicação que eu tenho disso.


Antigamente as pessoas achavam que viam discos voadores, então para estabelecer locais de pousos para esses “visitantes” alguns fanáticos faziam os famosos círculos nos milharais com esperanças de que os ETs pousassem ali (o que nunca acontecia), logo quando outras pessoas viam os círculos atribuíam a visita dos aliens, e isso foi passando tradicionalmente até hoje. Logo esse ato dos círculos foi sendo imitado como atos de brincadeira. Provavelmente foram feitos de madrugada, já que a escuridão e a altura dos milharais impediam de serem vistos.


2-Astrologia


Muito antes da época das grandes navegações, Astrologia e Astronomia caminhavam juntas. Muitas pessoas se guiavam geograficamente (astronomia) e espiritualmente (astrologia) através delas. Elas acreditavam que os astros, denominavam suas personalidades, e com isso criaram constelações, e cada um que nascesse sobre aquela constelação seria daquele signo, o fanatismo era tanto, que a pessoas mesmo sem saber se adaptavam ao signo que lhe era “destinado”. Com a revolução científica que começou no século XVII a astronomia foi separada da astrologia, porém a influência tradicional da astrologia permanece até hoje sobre os leigos no assunto.


3-Religiões


Religião é a forma tradicional que mais tem durado, devido à maioria das religiões a sua entidade suprema oferece uma recompensa para seus seguidores e um castigo para os seus não seguidores.


Não importa quantas vezes um fiel afirmar que falou com seu deus, ele nunca se quer falou ou o viu. Simplesmente acredita por tradicionalismo, não há nenhuma prova da existência de qualquer deus. Se eu falar que vi alguém hoje ressuscitando, com certeza serei chamado de louco, mas os fiéis de certa religião acreditam sem a menor dúvida nos milagres feitos pelo seu deus.


A maior prova que religião não passa de tradicionalismo variante de cada cultura são os inúmeros deuses que foram criados. Se você nascesse na Índia teria como religião hindu, em Israel e muitos outros países da Ásia teria como religião o islã, na terra dos antigos Vikings acreditaria na mitologia nórdica, na Grécia na mitologia grega etc. Como fomos colonizados por um país católico a maioria das pessoas são católicas, se fossemos colonizados por um país protestante como foi o caso dos EUA, a maioria seria protestante.


Então se percebe que religião você acredita simplesmente pro tradicionalismo, e já é tradicional você acreditar, e você acredita por: almejar uma recompensa ou temer um castigo; porque a maioria das pessoas acreditam também; porque gerações da sua família acreditam naquilo etc. E apesar de nada disso existir você continua acreditando por puro e simples tradicionalismo.


Esses são só alguns exemplos com um pouco de pensamento crítico você encontrará inúmeros outros exemplos e perceberá que o maior influenciador da nossa definição de sobrenatural é o tradicionalismo.

segunda-feira, 17 de março de 2008

A TV e Você


Você gosta muito de ver Televisão. O Comerciante e o dono da TV sabem disso.


Você adora seus artistas preferidos nas novelas; extasia-se diante das cores e fantasias da TV. O comerciante e a máquina publicitária sabem disso.


Você aceita passivamente o que vê e ouve na televisão. O comerciante e o mau político sabem disso.


Então o comerciante se insinua, e você compra muitas coisas tão belas quanto inúteis. A máquina publicitária lhe propõe sutilmente frases feitas e idéias já prontas que dominam a sua mente e dirigem seu comportamento. Você enche sua casa de bugigangas sofisticadas e imprestáveis, você pensa cada vez menos por conta própria. Você está-se transformando num joguinho barato, num boneco facilmente manipulado, num Zé ninguém.


Mas a TV é um excelente passa-tempo, um ótimo divertimento. Você precisa de TV. Você não tem condições psicológicas de reação, nem mesmo desconfia que talvez fosse bom reagir.


É fatal. Não há nada a fazer. Você deve mesmo ter nascido para sustentar o comércio comprando coisas, muitas coisas, uma a vista, outras a prestações. Você deve ter nascido para ser manipulado pelos maus políticos: ter cada vez menos idéias próprias, por que sua cabeça estará cada vez mais cheia de idéias alheias.

sábado, 15 de março de 2008

''Morrer É Fácil''


No livro ''O Médico Doente'', o oncologista Drauzio Varella relembra as três semanas em que quase sucumbiu à febre amarela e conclui: a idéia da morte e angustia apavora mais do que a iminência dela

* por Armando Antenore


O mesmo Brasil que hoje se alarma com a febre amarela registrou, em 2004, apenas cinco casos da doença. Três dos infectados morreram. Entre os que sobreviveram, está Drauzio Varella. Uma desconcertante ironia explica a contaminação do oncologista, famoso tanto pelas qualidades de clínico como pelas séries sobre educação e saúde que apresenta no programa Fantástico, da Rede Globo. Ele costuma viajar para a região do rio Negro, em plena Amazônia, onde coordena pesquisas com plantas medicinais. Na floresta, levou a picada do mosquito que transmite o vírus da febre e só a manifestou porque não renovara a vacina que a neutraliza, vencida havia duas décadas. O doutor que percorre o país ensinando hábitos imprescindíveis à prevenção de inúmeros males, negligenciou as próprias lições.


No pequenino O Médico Doente, sétimo título de uma bibliografia que inclui o best-seller Estação Carandiru, Drauzio recorda em detalhes e com notável honestidade o martírio imposto pelo vírus, tão letal quanto o temerário Ebola. Foram três semanas de internação, sob a tirania de sintomas que iam de dores insuportáveis a náusea, confusão mental e absoluta falta de apetite. Numa entrevista de duas horas em São Paulo, cidade onde nasceu e mantém um consultório, o especialista, de 65 anos, conversou sobre o livro recém-lançado.


BRAVO!: Em O Médico Doente, você escreve que "morrer é fácil". A reflexão causa espanto principalmente por aparecer num dos trechos mais dramáticos da narrativa, quando você está muito fraco e recebe a notícia de que precisa ir para a UTI. A morte batia à porta, e você a classificava de fácil... Estranho, não?
Drauzio Varella:
Realmente, naquela ocasião tive a certeza de que morreria em pouco tempo. Mais 24 ou 48 horas e pronto... Os exames indicavam que meu fígado caminhava para o colapso. Havia perda de proteína pelos rins, os pulmões trabalhavam com dificuldade, o coração acusava uma arritmia. Era o que chamamos de "falência de múltiplos órgãos". Talvez outros médicos, no meu lugar, conseguissem deixar de fazer uma análise técnica da situação. Eu não conseguia — dimensionava exatamente a gravidade do quadro. Ainda assim, a partir de um determinado momento, me resignei. Como sou oncologista desde 1972, assisti à morte de várias pessoas. E notei que, quando a doença aperta o cerco devagar, acaba preparando a vítima para o fim. À medida que avança, enfraquece o paciente e tira-lhe qualquer possibilidade de reação. Ele abdica de lutar e deseja apenas ficar quieto. Não reivindica nada nem se desespera. Por incrível que pareça, morrer vai se tornando fácil. Foi justamente o que ocorreu comigo. Pude comprovar na carne que a perspectiva da morte nos angustia e apavora bem mais do que a iminência dela.


Então você não se surpreendeu com o próprio comportamento?
Pelo contrário: surpreendi-me muito. Uma coisa é você observar os pacientes. Outra é você estar ali, na cama, agindo como eles. Não imaginei que iria me entregar daquele modo. Pensei que nunca abandonaria a ânsia de viver, que brigaria sem tréguas se caísse doente. Eu, desistir? Não, de forma nenhuma! Sou um esportista, um sujeito ativo, que corre de lá para cá! Meus pacientes, sim — via-os jogar a toalha. Mas eu?!? Caso me perguntassem no hospital: "Você quer viver?". É claro que responderia: "Quero!". Teoricamente, queria mesmo. Só que, em termos concretos, imperava uma espécie de rendição.


E o afeto? No livro, você conta que se desligou afetivamente de sua irmã, de sua mulher, de suas duas filhas e de sua neta quando a doença recrudesceu.
Pois é... Pessoas queridíssimas que, de repente, perderam o significado afetivo para mim. Minha mulher, por exemplo [a atriz Regina Braga]. Somos casados há 26 anos! E tenho paixão pelas minhas filhas, com quem procuro falar diariamente. Entretanto, no ápice da crise, os laços emocionais que me uniam a elas se desfizeram. Sabe quando você esbarra em um amigo que não encontra desde a infância? Você o reconhece, percebe que não se trata de um estranho. Após cinco minutos de conversa, porém, você se conscientiza de que já não habitam o mesmo mundo. Aquilo que os ligava desapareceu. Foi o que se passou no hospital em relação às figuras mais importantes de minha vida. Levei um susto.


Assustou-se na hora ou só depois, relembrando o episódio?
Não, na hora. Testemunhava a minha apatia e me intrigava: "O que está acontecendo aqui?". De novo, imaginava que apenas os outros pudessem manifestar algo parecido. Tive pacientes que se distanciaram dos familiares às vésperas da morte e, de certa maneira, os responsabilizei pelo alheamento. Julguei que reagiam assim porque, ao longo dos anos, construíram elos afetivos um tanto frios e tênues, muito diferentes dos meus, tão repletos de intimidade e amor. Aquela temporada no hospital mostrou que me enganara. Hoje, creio que devemos levar ao pé da letra a tal história de "nasci sozinho, vou morrer sozinho". Para qualquer um de nós, a morte é um processo absolutamente solitário, mesmo que alguém segure a nossa mão nos instantes derradeiros.


Você ainda relata, no livro, que o agravamento da doença lhe roubou momentaneamente o apego pela profissão.
Exato. Enquanto piorava, me dei conta de que a medicina, o consultório, as pesquisas, o atendimento de presos, as campanhas de saúde pública, os prêmios e os artigos escritos não me diziam mais respeito. Lembro-me de um domingo em que vi o meu quadro no Fantástico e não senti nada. Normalmente, me interesso pela série. Presto atenção em cada detalhe para corrigir os defeitos, para melhorar. Daquela vez, ocorreu o inverso - um enorme desprendimento se apoderou de mim. Era como se enxergasse outra pessoa no vídeo. Um personagem entende? Minha trajetória profissional se transformava num filme, que perdia a importância por já estar concluído.


Sob o peso de tamanho desânimo, como você conseguiu virar o jogo e sobreviver?
Difícil apontar um motivo preciso. Talvez a vacina contra a febre amarela que tomei lá atrás e que se encontrava vencida tenha deixado um resto de imunidade. Talvez o meu bom preparo físico e a ausência de doenças de base tenham contribuído — um cardíaco ou diabético provavelmente não escaparia. Enfim... Não dá para explicar tudo. Há uma parte da coisa que é incerta.


O senso comum defende que a vontade de viver e o pensamento positivo dos doentes conduzem à cura. No livro, você rejeita idéias dessa natureza. Por quê?
Porque não existe demonstração científica que as sustente. Lógico que ambos os aspectos ajudam em qualquer circunstância. Sem pensar positivamente, sem acreditar na vida, você nem levanta da cama. Alguém que se submete à quimioterapia enfrentará melhor o tratamento se disser para si mesmo: "Vamos lá! Vou viver!". Agora, afirmar que é possível controlar a doença apenas com a força do pensamento positivo... Pegue o caso de um paciente com câncer de pâncreas disseminado. Vi alguns pensarem de maneira altamente positiva e morrerem em dois, três meses, mas nunca vi nenhum se curar. Considero uma sacanagem espalhar crenças do gênero. Um absurdo, um desrespeito com os doentes, por lhes atribuir responsabilidade sobre algo que não depende exclusivamente deles. Quer dizer, então, que só morrem os fracos, os covardes? Que culpa tem uma criança de 8 meses se sucumbir à leucemia? Ou um idoso de 85 anos se não suportar um câncer de próstata? Há um grau de fatalidade na condição humana que me parece incontornável.


Você também não acredita que as doenças possam derivar de pensamentos ruins ou de neuroses?
Não se trata de acreditar. Medicina não é religião. Costumo cuidar de mulheres com câncer de mama. Às vezes, recebo uma no consultório que me fala: "Puxa, doutor, sei exatamente como arranjei esse tumor". E associa o mal à depressão, à ansiedade, às crises de pânico, à separação do marido. Olhe que terrível: a paciente, já debilitada pelo problema de saúde, ainda se tortura por imaginar que o provocou. Onde arrumam teorias assim? Desconheço trabalhos sérios, organizados, que as comprovem.


Mas uma das críticas que se faz à medicina ocidental é justamente a de fragmentar o ser humano e não estabelecer anexos entre as diferentes instâncias do corpo.
Crítica merecida, aliás. O bom médico deve tentar enxergar o todo. Se ministrar remédio para o fígado, precisa avaliar os efeitos colaterais. Se decidir por uma cirurgia, precisa medir as conseqüências da intervenção no cotidiano do paciente. O que questiono é o exagero. A valorização excessiva do holístico. Hoje se elogia muito a medicina chinesa: "Oh, que maravilha! Aqueles monges velhinhos...". Mas você sabe quanto vivia em média um chinês no início do século 19? Trinta anos! Foram os progressos da medicina ocidental, os antibióticos, as vacinas, que mudaram a história da humanidade. Não adianta discutir.


Você menciona, no livro, o orgulho que os médicos sentem quando conseguem diagnosticar a doença de um paciente. E admite que se trata de uma vaidade um tanto cruel. Você já a identificou em si próprio?
Claro, com freqüência. Quanto mais complicado o quadro, quanto mais divergentes as opiniões sobre o caso, maior o orgulho de acertar o diagnóstico. Parece que uma espécie de júbilo nos inunda. Em determinadas ocasiões, o êxtase se justifica, porque existem chances de cura. Em outras... O que você descobre, às vezes, se revela horrível. No entanto, você se envaidece. Lamenta, mas também se orgulha. É uma sensação paradoxal.


E inescapável?
Inescapável. Não acho que seja um desvio. Prefiro encará-la como uma característica inerente à profissão. Uma alegria próxima à do detetive que soluciona um crime. Ele se satisfaz diante do próprio desempenho. Só que, não raro, o resultado do crime é uma morte.


Você sempre se declarou ateu. Continua se declarando mesmo após a experiência no hospital?
Continuo. Crer ou não em Deus independe de nossa vontade. Não é uma condição passível de se modificar. É uma estrutura de raciocínio. Há quem não tolere a idéia de que as coisas acabam e precise se apoiar no transcendental. Minha cabeça segue por outros caminhos. Não necessito de Deus para explicar a vida na Terra. O darwinismo, a teoria da evolução das espécies, me soa muito mais plausível do que qualquer tese religiosa. E muito mais fascinante! Imaginar que uma molécula primordial se desdobrou até engendrar a biodiversidade imensa que temos hoje... Imaginar que uma samambaia e um elefante possuem um ancestral comum... É maravilhoso! Bem mais poético do que acreditar em um feiticeiro, um ser superior que, de repente, com uma varinha, concebeu os sapos, os homens, os carvalhos. Defender que tudo surgiu de uma única vez, num passe de mágica, destrói a complexidade e a beleza do universo.


Depois de publicar sete livros, incluindo os infantis, você se considera um bom escritor?
Sinceramente, não. Quando me comparo com autores de peso — com os russos, por exemplo, Tolstói, Dostoiévski, Andreiev —, reconheço a distância que me separa deles. Se dedicasse mais tempo à literatura e se lesse mais do que leio, talvez ocupasse outro patamar. Por força da medicina, deixei de mergulhar em romances indispensáveis. Não sobra espaço na agenda! Provavelmente, meu background literário supera o dos médicos em geral (agora mesmo terminei a Ilíada), só que ainda o julgo insatisfatório. De todo modo, procuro escrever com clareza. Meu desafio é produzir textos simples, mas cheios de significados. Quero que a simplicidade expresse uma riqueza de estilo e não o empobrecimento da linguagem. Creio que, desde meu primeiro livro, Estação Carandiru, melhorei nesse sentido. Sem contar que me tornei um pouco mais ousado. Em Estação Carandiru, tinha pudor de me mostrar. Evitava comentários muito pessoais. Já em O Médico Doente, me permito às digressões, me exponho de verdade. É um avanço, não?



Fonte: Bravo Online