domingo, 28 de setembro de 2008

Os benefícios da atividade física para o ser humano

O corpo humano necessita de certa atividade diária de movimento, para sentir-se bem. Ainda mais: o movimento é necessário à saúde.

KUNTZLEMAN (1978) relata que: (...) o Dr. Donald Cooper da Oklahoma State University estima que somente 2% dos americanos adultos realizam uma quantidade suficiente de exercícios físicos no seu cotidiano laboral, ao passo que há cem anos atrás, pelo menos 50% exercitavam-se adequadamente durante o trabalho. (p.18)

O resultado da atual negligência com a movimentação configura-se, sobretudo expansão das hipocinesias. Hipocinesia é uma palavra composta pelo prefixo “hipo”, indicativo de pouco, acrescido do radical “cine”, significando movimento, e do sufixo “ia”, no caso relativo à doença: ou seja, refere-se aos males causados pela falta de movimento.

O construtor que considera a saúde ligada, necessariamente, à atividade física, constitui a base sobre a qual se ergue o paradigma dominante nos Anos Oitenta: “atividade física é saúde”. Este paradigma, ao substituir o hegemônico da Década de Setenta- “atividade é performance”- inspirou inúmeros artigos, conferências e livros, onde se tentava demonstrar que a finalidade da atividade física seria promover a saúde.

Nos Anos Noventa, graças ao crescimento da economia mundial, apenas perturbado pelo fantasma do desemprego, observa-se um recrudescimento do Hedonismo, (que desde os fins dos Anos Sessenta e durante os Setenta se vinha afirmando), em quase todos os setores sócio-culturais nos países desenvolvidos ou nas classes abastadas dos demais países. A “síndrome dos ricos e famosos” oriunda das camadas mais favorecidas da sociedade, contamina o cotidiano de adolescentes, jovens e adultos (sobretudo os pertencentes às famílias da classe média urbana), síndrome esta em interação com o meios de comunicação de massa. Exarceba-se, por conseguinte, os consumos compulsivos em todas as instâncias, radicando-se principalmente no gostam pelos artigos e serviços supérfluos, raves e notícias sobre o mundo fashion.

Após o desmoronar dos regimes socialistas do Leste europeu, formar-se-ia claro, (conforme a música comida, de Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Britto- 1987, lançada pelos Titãs), que “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”. De posso apenas deste fragmento de letra, fica explicito, à primeira vista, que o alimento corporal é insuficiente ao ser humano. Por outro lado, há como que um pedido pelo “Pão e circo” dos antigos romanos. Embora nesta súplica se acrescente, ao lado da diversão (circo), a arte, não deixaria a arte de ser uma forma de entretenimento, por mais criativa e genial que fosse. Tomando-se, contudo, as palavras do conjunto musical aqui citadas de forma integralizadora, como um clamor favorável tanto ao atendimento dos vazios referentes à afeição, auto-estima e auto realização. Obviamente não seria o campo da atividade física, abrigando entre suas metas a de suavizar as privações e a de originar prazer, não seria este campo, dizia-se, que se manteria à margem das tendências totalizantes manifestadas pelos Titãs. Na verdade, estes questionam os acontecimentos vivenciais bem mais profundamente do que o simples saciar de desejos elementares. Exigem para o ser humano o atendimento de suas necessidades de forma globalizante, holística- fisicamente, afetivamente, sociopsicologicamente. É esta abrangência de objetivos que os exercícios corporais, reafirmando a música, reclamam, no despontar de um novo milênio.

Uma importante parcela de nossa população, já diretamente envolvida com a prática de exercícios físicos regulares, homologa e nova tendência: procura obter mais atenção de seu professor, contratando um personal trainer; exercita-se ao ar livre, aproveitando o contato com a paisagem e usufruindo sal beleza; passa a julgar a aula, se é na academia, como um meio de sociabilizarão eficaz e/ou de obtenção de padrões estéticos e de saúde desejáveis- cada um desses comportamentos funcionando a bem de um pleno e harmonioso desenvolvimento da personalidade integral.

Estes dados representam um contrastes eloqüente, face ao aluno típico do passado. Tal aluno só acreditava na verdadeira qualidade da Educação Física em função do abundante grau de sudorese, sofrimento e dor que lhe era infligido durante as aulas.

Atividade física & qualidade de vida

Como a atividade física proporciona uma desejável qualidade de vida? Tal pergunta torna imprescindível clarificar a noção de qualidade de vida. Ao argüirem- se diversos indivíduos diferentes sobre o tema, provavelmente se receberão tantas respostas quantas forem as inquisições. O conceito individual de qualidade de vida depende das carências que a pessoa apresenta. Pode-se por conseqüência, definir o nível de qualidade de vida ideal como o grau ótimo de atendimento das necessidades existentes em cada um de nós.

MASLOW (1973), citado pro APPLEY & COFER (1976) hierarquiza as necessidades do homem, postulando que, em situações normais, só se busca a saciedade uma necessidade superior, quando a anterior já a houver sido atendida. O quadro um compões os tipos de necessidades.

QUADRO um: Hierarquização das necessidades do Ser Humano.

NECESSIDADES

ESPÉCIE

1. Fisiológicas;

Primária

· de Segurança

Primária

· de Afeição

Secundária

· de Auto-estima

Secundária

· de Auto realização

Secundária


Apenas a pessoa que vê satisfeitas suas carências fisiológicas e de segurança perseguirá o afeto, auto-estima e auto realização. Estas necessidades poderiam suprir-se, (entre outros meios), através de um programa de atividade organizada.

Outro enfoque analisando as causas das privações da espécie humana centra-se no estudo da motivação. A psicologia confere ao motivo, a propriedade de constituir-se no fator capaz de desencadear um comportamento. AUSUBEL, novak & hanesian (1980, p.217) especificam que os motivos obedecem à seguinte ordem de prioridade:
1. Conservar a vida (subsistência);
2. Manter a segurança (conforto);
3. Conseguir o prazer (humor e diversão)
4. Experimentar mudanças e novidades
5. Expandir o ego
6. Sentir o auto-respeito

Destaca-se aqui, mais uma vez, somente com relação ás pessoas que tenham obtido satisfatórias condições subsistência e segurança, a prática regular e bem dimensionada da atividade física, redundará num fator favorável à boa qualidade de vida, porquanto incentivará um comportamento que atenda ao teor motivacional de maior prioridade. Assim, proporcionará simultaneamente prazer.

O prazer é um constructor absoluto. Não se usufrui o prazer pelo predomínio de situações agradáveis cambiadas por desagradáveis. Tanto os acontecimentos prazerosos como os dolorosos são plenos em si mesmo. Ao apontar a qualidade de vida, no presente ensaio, como grau maior ou menor de satisfação das carências pessoais, observa-se que a busca pela boa qualidade de vida consiste mais claramente em visar situações prazerosas, e menos em evitar aborrecimentos ou vivências problemáticas. Gozar saúde, portanto, defini-se (inclusive segundo a Organização Mundial de Saúde), como mais que não se padecer de nenhuma moléstia: é usufruir bem-estar; é o atingir-se o nível de capacidade (fitness) “física, emocional, intelectual e social” que, conforme atestam MELOGRANO & KLINZING (1982, p.2-13), se responsabilizará pelo aprazimento geral do indivíduo (wellness)

A atividade física ultrapassa de muito o prazer sinestésico, oferecido pela prática do movimento. Possibilita, de forma bastante eficaz, a cessação de diversas necessidades individuais, multiplicando assim, as oportunidades de se obter prazer e, conseqüentemente, otimizando a qualidade de vida.

A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA x QUALIDADE DE VIDA

O QUE É ATIVIDADE FÍSICA

A atividade física é basicamente o ato de movimentar o corpo propiciando a ele saúde física e mental. “ O corpo humano é o maior acervo histórico de conhecimentos que já possuímos, porém é um acervo que pouco conhecemos”.

TIPOS DE ATIVIDADES FÍSICAS

Aeróbicos: caminhada, corrida, natação, jogos, ciclismo, e outros (estes atuam principalmente no sistema cardiorrespiratório).
Anaeróbicos: musculação, ginástica passiva... (importante agregar exercícios aeróbicos)

O QUE CONTEMPLA UMA BOA ATIVIDADE FÍSICA

• Prazer em sua realização
• de 3 a 5 vezes por semana (1 a 2 horas)

BENEFÍCIOS ATIVIDADE FÍSICA NA ÁREA PSÍQUICA

BENCEFÍCIOS ATIVIDADE FÍSICA NA ÁREA CORPORAL

· Aumenta auto-estima

· Diminui depressão

· Mantém autonomia

· Melhora auto-imagem

· Aumentas bem estar

· Reduz isolamento social

· Diminui a pressão arterial

· Controle do peso corporal

· Melhora mobilidade articular

· Melhora perfil de lipídeos

· Melhora resistência a insulina

· Melhora força muscular e resistência física

· Aumenta densidade óssea


BENEFÍCIOS NA FASE ESCOLAR

• Aumentam freqüência as aulas
• Aumenta desempenho acadêmico e vocacional
• Melhora relação cós os pais
• Diminui delinqüências e reincidências
• Diminui substâncias e aumenta a abstinência
• Reduz distúrbios de comportamento
• Aumenta responsabilidade

ATIVIDADES E ATITUDES QUE PODEM BENEFICIAR O CORPO

Em seu dia a dia você pode fazer muitas coisas alternando a sua rotina diária. Dançar, subir e descer escadas ao invés de usar o elevador, fazer atividades de lazer, onde você não tem diretamente o intuito de estar fazendo atividade física como: passear de bicicleta, a pé, andar, nadar, brincar na piscina com os amigos.

RISCOS DA ATIVIDADE FÍSICA

No entanto o exercício também pode piorar várias das complicações em longo prazo da diabete. Em adultos, o exercício pode precipitar angina de peito, infarto do miocárdio, arritmias cardíacas ou morte súbita se houver doença arterial coronariana subjacente. Para se aumentar à segurança, deve ser feita uma triagem cuidados em adultos para as complicações em longo prazo da diabetes (retinopatia, neuropatia, neuropatia periférica, neuropatia autonômica), antes de prescrever um programa de exercícios de intensidade moderada vigorosa (FRONTEIRA, DAWSON & SLOVIK).

A atividade também deve levar em consideração o estado do aluno no momento do início da mesma. Diante de um quadro de glicemia superior a 250 mg/dl, por exemplo, (FRONTEIRA, DAWSON & SLOVIK; 1999), sugere-se a medição de cetona na urina. O quadro de cetonúria PE potencialmente perigoso para o diabético e o exercício acentuará este quadro. esta situação indica pouca insulina no organismo, com conseqüente diminuição da utilização de glicose como fonte de energia e incremento de metabolismo das gorduras, acarretando elevação dos lipídios e de seus subprodutos no sangue (CANCELLIÉRI 1999). Com este exemplo que não é raro, se percebe a importância de um controle glicêmico constante, que pode ser feito de maneira relativamente fácil através de glicosímetro. Através deste recurso o diabético pode fazer ele mesmo o exame de sua glicemia em casa, ou na hora em que precisar e sem qualquer dificuldade, sendo os resultados bastantes precisos e confiáveis. Sem um controle adequado de glicemia, o diabético fatalmente tenderá a evoluir para as temíveis complicações crônicas da doença (SILVEIRA NETO; 2000).

Lesões das articulações e dos tecidos moles podem ocorrer quando os pacientes com neuropatia periférica realizam exercícios vigorosos (FRONTEIRA, DAWSON & SLOVIK; 1999)

O exercício agudo provoca um aumento da sensibilidade à insulina e aumento no metabolismo da glicose, que persiste por várias horas após o exercício, podendo ocorrer a hiperglicemia durante ou após o exercício. de outro lado o exercício de curta duração e grande intensidade está associado normalmente com um aumento transitório nos níveis de glicemia, podendo ocorrer um quadro de hiperglicemia (FRONTEIRA, DAWSON & SLOVIK;1999). A hiperglicemia se for grave o suficiente pode produzir lesão imediata e irreversível no sistema nervoso central. A glicose é o único nutriente capaz de ser utilizado pelo cérebro, pela retina e pelo epitélio germinativo das gônadas em quantidades suficiente para supri-lo com a energia necessária (SILVEIRA NETO;2000), sendo assim um estado de hiperglicemia severa pode ser potencialmente perigoso para o indivíduo.

Outro grande fator de risco em potencial relacionado à diabete do tipo 2, é que grande parte de seus portadores não sabe que carrega esta enfermidade. Ás vezes a doença pode não apresentar sintomas e continuar evoluindo sem que se dê conta disto, e o diabete só será diagnosticado quando as complicações crônicas já se houverem estalado. (SILVEIRA NETO;2000)

REFERÊNCAIS BIBLIOGRÁFICAS

APPEY, M. H. & COFER, C.N. (1976) – Psicologia de la motivación Mexico: Trillas

AUSUBEL, David p.; NOVAK, Joseph D. & HANESIAN, Helen (1980)- Psicologia educacional. 2ª Ed. Rio de Janeiro. Interamericana.

BERESFORD, Heron (1997)- A phylosofical meaning of quality of life in physical education and sports. Rio de Janeiro: UGF. Annals of Mundial AIESEP Congress

DANTAS, Estélio H.M. Fitness: A ecologia do corpo. Tese de Concurso para Professor Titular. Niterói: Universidade Federal Fluminense. 1994

FULLER, R (1983)- Manual de operação para a espaçonave terra. Brasília: Universidade de Brasília.

KUNTZLEMAN, C.T. (1978)- Rating the exercises. New York: Willian Morrow & Company.

MELOGRANO, Vincent J. & KLINZING, James E. (1982)- An orientation to total fitness. Dubuque: Kendall/Hunt

TOFFLER, Alvin. (1980) – A Terceira onda

BARROS NETO, Turibo FRANÇA, Elvira Eliza. (1995) Corporeidade, linguagem e consciência: escrita para a transformação interior, Unijuí.

FRANÇA, Elvira Eliza. (1995) Corporeidade, linguagem e consciência: escrita para a transformação interior, Unijuí.

GUISELINI, Mauro, (1996) Qualidade de vida: um programa Leite. (1997) Exercício, saúde e Desempenho Físico, São Paulo: Editora Atheneu.

Prático para um corpo saudável. 2ª Ed. São Paulo: Gente

SHARKEY. Brian J. (1998) Condicionamento Físico e Saúde. 4ª Ed. Porto Alegre: Artmed

ACHOUR Júnior, Abdallah. (1996) Bases para exercícios de alongamento: relacionado com a saúde e no desempenho atlético 1ª Ed- Londrina Midiograf.

__. (1999) Bases para exercícios de alongamento: relacionado com a saúde e no desempenho atlético 2ª edição; Londrina Phorte

__(1998) Flexibilidade: teoria e prática 1ª Ed. Londrina: Atividade física & Saúde.

ALTER, Michael J. (1999) Alongamento Para os Esportes. 2ªed. São Paulo: Manole.

BRITO, Carmen Lúcia Chaves de (1996) Consciência Corporal: Repensando a Educação Física. Rio de Janeiro: Sprint.

DANTAS, Estélio H. M. (1994) Pensando o Corpo e o Movimento / organizador. Rio de Janeiro. Shape.

CANCELLIÉRI, Cláudio, diabetes & atividade física 1999.

FRONTERA, Walter R; DAWSON David M. & SLOVIK; exercício físico e reabilitação 157:158; 202:214, 1999.

Graham, Cláudia; the diabetes sports and exercive book, 1995.

Guia Completo sobre diabetes de Amercian Diabetes Association 2002
GUYTON, Arthur c. & HALL, John e ; fisiologia humana e mecanismo das doenças 557:564, 1997.

SILVEIRA NETO, Eduardo; atividade física para diabéticos 2000. Data da publicação 24/03/2003

MEDINA, L. P. A (1993) Educação física cuida do corpo e ...”mente”. 1

6 Comentários:

Jhennifer Cavassola disse...

A exercicio é tudo na vida do ser humano. Hoje algumas grandes empresas tem academia própria ou fazem pelo menos alongamento depois de umas horas trabalhadas. Melhora tudo em nossa vida!!!

Aiiii my god!! Vc descobriu o que é tulipa roxa?? kkkkkkk
Obrigada!!! :)

Jhennifer Cavassola disse...

Olá! Criei um sistema de bate-papo no meu blog. Fica logo abaixo de todas as psotagens. A primeira vez é preciso clicar sobre o nome que está usando, (é sempre o primeiro) e mudar o nick. Chamem amigos, aproveite! É tipo bate-papo uol, da até pra conversar no modo privado. Caso queira conhecer a sala o endereço é: http://xat.com/mulherdiferente

Beijos

direitinho disse...

Precisamos de uma alimentação cuidada para o nosso corpo se desenvolver sem maselas.
Precisamos também de fazer exercícios físicos para ajudar a manter todo o organismo em bom estado de conservação. O desporto tem de ser actualisado consoante a idade ou a capacidade de cada um, mas uma boa caminhada diária já ajuda bastante.

Anônimo disse...

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