domingo, 27 de abril de 2008

COSMOS de Carl Sagan- Episódio 4: Céu e inferno

http://www.guba.com/watch/3000083262


Em 1908, na Sibéria, uma explosão misteriosa abalou a paisagem, projetando árvores a milhares de quilômetros de distância e produzindo um som que se ouviu em todo o mundo. Teria uma nave espacial extraterrestre sofrido um acidente nuclear? Carl Sagan examina os testemunhos e conclui que a Terra foi atingida por um pequeno cometa. Um modelo do sistema solar demonstra a possibilidade de outros planetas terem sofrido impactos semelhantes. Tal como Immanuel Velikovsky proclamava, teria o planeta Vênus sido já um cometa gigante? Carl Sagan conclui que não, que as provas não confirmam a afirmação.


Embarcamos numa viagem descendente através da atmosfera infernal de Vênus, para explorar a superfície de braseira, atingida esta pelo chamado efeito estufa. O destino de Vênus pode ser uma história de alerta para o nosso mundo. Carl Sagan lança um aviso sensato para que sejam tomadas medidas de proteção do frágil planeta azul, a Terra.


Para quem quiser assitir dublado



Em 6 partes no YouTube

Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=6rNmDU6U5-g
Parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=56c0PO_hupM
Parte 3
http://www.youtube.com/watch?v=NXhIlFwIF74
Parte 4
http://www.youtube.com/watch?v=mJ0UPuLUbzM
Parte 5
http://www.youtube.com/watch?v=xpxVRlbpe-c
Parte 6
http://www.youtube.com/watch?v=jfpDJo2cEgU


No Videogoogle completo .
http://video.google.com/videoplay?docid=-2294505970166364660

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Você já comeu a sua Amazônia hoje?

O desmatamento da Amazônia não é causa, é conseqüência.


Eu não aceito que, em meu nome, o governo federal brasileiro conceda autorização para o desmatamento da Amazônia, e você, aceita? Eu não autorizo que o dinheiro público, de bancos oficiais, seja empregado para a criação de bois na Amazônia, e você, autoriza?


Você e eu somos bois de presépio ou cidadãos do planeta? Você acredita que a sua forma de viver, alimentar-se, comportar-se, construir a sua casa, presentear seus amigos, visitar os lugares ou votar possua relação direta com a Amazônia?


Caso afirmativo, você aceitaria avaliar se está comendo ou não a Amazônia? A cada dia as pesquisas científicas e os relatórios ambientalistas são mais taxativos: não podemos nos dar ao luxo de esperar que as pessoas se convençam sobre a gravidade da situação da Amazônia. Será tarde demais quando fazendeiros, garimpeiros, madeireiros, funcionários públicos, representantes do poder público e a população em geral, despertarem para o fato. Teremos perdido a maior parte da Amazônia.


Os fatos


Em cinco séculos 95% das populações indígenas desapareceram. Nações inteiras foram extintas pelas doenças, pela escravidão e pelas armas trazidas pelos europeus. As Nações que sobreviveram, cerca de 180, com mais de 200 mil indivíduos (1% da população da região), contam com poucos aliados entre os funcionários públicos e organizações da sociedade civil para se defenderem de garimpeiros, caçadores, ladrões de madeira e grileiros.


Em termos sociais a Amazônia é uma das regiões de maiores desigualdades econômicas e sociais do planeta. Esta é, de longe, a mais violenta do país, respondendo pela maioria dos casos de morte em conflitos pela terra, número de trabalhadores escravizados em fazendas de pecuária e pela grande insegurança das áreas urbanas.
Os 23 milhões de habitantes estão longe de se beneficiar da biodiversidade, da etnodiversidade, de suas riquezas culturais e da produção de madeira e minerais. O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano, da ONU) da região equivale ao dos países mais pobres do planeta.


Em termos ambientais oferecemos, ano após ano, o maior espetáculo de pirotécnica ao queimarmos mais florestas para virarem pasto. O desmatamento e as queimadas da Amazônia tornam o Brasil um dos principais paises emissores de gases que contribuem para o efeito estufa. As mudanças climáticas são irreversíveis.



Em termos de biodiversidade, em apenas 4% da superfície terrestre a Amazônia continental deve abrigar mais de 1/5 da biodiversidade do planeta. Nas áreas mais comprometidas, como no entorno de Belém, por exemplo, ¼ das aves estão ameaçadas de extinção.



Em termos ambientais, do ano de 1.500 a 1.964 desmatamos menos de 1% da Amazônia. Nos últimos 40 anos desmatamos cerca de 16% da região, uma área equivalente a duas vezes a Alemanha (ou três estados de São Paulo) em pasto. Esta área de 750 mil km2 é duas vezes maior que a área agrícola do país. Pior, 1/4 desta área encontra-se abandonada porque o objetivo de derrubar o mato foi o de tomar a posse da terra, para dizer: aqui tem dono.
No momento estamos perdendo cerca de 24 mil km2 de cobertura nativa ao ano. Isto significa que a cada ano estamos desmatando uma área equivalente a 2/3 da Bélgica (ou do estado de Sergipe).


A cada ano perdemos cerca de 1% do que resta da floresta amazônica. Se nada for feito teremos perdido mais da metade da floresta nos próximos 30 anos. Eu não autorizei. Você autorizou?


Estamos apenas medindo a febre e não combatendo as causas da doença. A febre em um doente alerta que algo vai errado, é apenas um índice. Há grande comoção quando os índices de desmatamento são expostos ao vexame público, e pouco interesse em discutir as verdadeiras razões de seu crescimento.


São os grandes fazendeiros! - apontam uns! É a expansão da soja! - sugerem outros. É a abertura de estradas, a ineficácia e ausência do poder público, o aumento das fazendas, os madeireiros, os garimpos, e assim por diante... Será que não continuamos na periferia do problema? Será que estamos apontando apenas as conseqüências de atos que praticamos em nosso dia-a-dia, de forma relapsa, impensada e, digamos, irresponsável?


Os responsáveis somos nós!



Será que estamos fazendo as perguntas certas? Quem é responsável pela maior parte dos desmatamentos? Não será difícil responder: as propriedades rurais dedicadas à pecuária. Trata-se apenas das grandes fazendas? Não, as pequenas e médias têm na pecuária bovina e bufalina (de búfalos) sua principal atividade.



E por que expande a pecuária na Amazônia? Certamente um fazendeiro tradicional irá comentar: Porque é mais barato produzir carne na região, a terra tem pouco valor, a mão de obra é barata, há pouca fiscalização dos órgãos ambientais trabalhistas e da receita federal.


Esta, no entanto é uma resposta insatisfatória. Afinal, esta carne vai para algum lugar. Alguém consome este produto. Os dados são claros: mais de noventa por cento da carne produzida na Amazônia é consumida no próprio Brasil, a maior parte nas regiões de maior poder econômico Sul e Sudeste. O crescimento do consumo de carne bovina é significativo. A cada dia mais e mais pessoas querem a sua picanhazinha e a sua maminha.


Em quarenta anos, de 1964 a 2004, o rebanho bovino da Amazônia saltou de 1,5 para 60 milhões de cabeças. Parte deste rebanho é clandestino. Este lote de animais prontos para morrer para saciar o desejo de comer carne bovina representa 1/3 do rebanho brasileiro. Três cabeças de boi para cada habitante da Amazônia. No Brasil já há mais bois que gente (Cerca de 200 milhões de bois e 180 milhões de pessoas)


A pecuária é a principal atividade econômica rural da Amazônia. Não se trata apenas de grandes e médias propriedades (estes são 25 mil famílias com áreas acima de 500 hectares). A maior parte dos 400 mil pequenos proprietários rurais da Amazônia tem na pecuária a sua principal fonte de renda (seja pelo fracasso das demais atividades econômicas, seja pela completa incompreensão do que seja a natureza amazônica ou impaciência com a Natureza, preferindo carbonizá-la a conduzir a dança da sustentabilidade).


Lembremos que estamos em um país onde a maioria vive em grande carestia. Não fosse o baixo poder aquisitivo do brasileiro o consumo de carne seria pelo menos o dobro. O brasileiro come, em média, um bife pequeno por dia(100 gramas)- 36 kg de carne/ano



Um boi de 16 arrobas tem em média 240 kg de carne. Se você comer carne bovina durante sua vida (72 anos a idade média do brasileiro), isto significa um boi a cada 6,6 anos, 11 bois inteiros durante a vida, 2,6 toneladas de carne! Destes 11 bois, pelo menos 4 terão vindo da Amazônia, ou seja, a cada três dias o brasileiro come um bife da Amazônia.


Sabe-se que este é um índice médio. O consumidor da classe alta e média chegam a comer mais de 3 vezes esta cifra - 108 kg/carne bovina/ano. Ou seja, um caminhão com 32 bois, mais de 7,5 toneladas de carne em sua vida!


Quanto custa para a Humanidade este bife?



A insistência do modelo mundial de ocupação do solo, que privilegia a pecuária, é o principal responsável pela fome e desigualdade na área rural do Planeta. A quantidade de água, solos e recursos utilizados para produzir um quilo de carne seria suficiente para alimentar pelo menos 50 pessoas.


A expansão da pecuária é responsável por pelo menos 2/3 dos desmatamentos das florestas tropicais do planeta. Estas já ocuparam 16% do planeta. Hoje ocupam menos de 9%. Da II Guerra Mundial até hoje perdemos mais de 3% das florestas tropicais do planeta. Por quê? Principalmente porque há gente querendo comer carne bovina.


A pergunta que fazem os fazendeiros é: quanto o bife custa no seu prato? A pergunta que deve inquietar o cidadão deste planeta é: quanto custa de esforço à Humanidade para você ter o luxo de um bife em seu prato?


A pecuária é o pior empregador que existe no planeta. A miséria brasileira no campo pode ser resumida a uma frase: a pecuária bovina expulsou o homem do campo. Numa grande fazenda na Amazônia, emprega-se diretamente uma pessoa a cada setecentos bois, que ocupa uma área de mil hectares. A mesma área com agricultura familiar empregaria pelo menos 100 vezes mais, com agro-floresta em permacultura empregaria 250 pessoas!



A ilha do Marajó, uma área do tamanho da Suíça, após duzentos anos de pecuária (bovina e bufalina), tornou-se uma das áreas mais pobres da Amazônia - e do planeta com índices de desenvolvimento humano (IDH) equivalentes aos de Bangladesh. Em Chaves, no Marajó, 1/4 das crianças está fora da escola e 77% das crianças não tem luz em suas escolas!


A pecuária é altamente concentradora de renda. Inexiste uma única região do Brasil onde a pecuária promoveu o desenvolvimento com justiça social. Pior, a maior parte dos fazendeiros perde dinheiro com a atividade. Como não sabem fazer contas não percebem que estão ficando mais pobres a cada dia e que pouco poderão oferecer a seus filhos e netos.


Por que optamos pelo boi? Porque não pensamos, somos tão bovinos quanto a ilustre e inocente criatura? Não medimos conseqüências. Pautamo-nos pelo passado. Não questionamos se o que nossos pais e avós fizeram seria o melhor para nós, para nossas famílias e para a Humanidade.


Nem sempre a Humanidade fez escolhas certas. Em sua maioria são escolhas cômodas. Não medimos as conseqüências. No entanto, estamos diante de uma encruzilhada? Ou transformamos a Amazônia em um imenso pasto? Ou iremos entregar às futuras gerações a mais diversa e bela floresta tropical do planeta? A escolha é sua. E de mais ninguém.


Quinhentos anos de atraso



Não há por que se assustar com esta responsabilidade. O Brasil é o campeão da falta de percepção ambiental e social. A pecuária bovina é sinônimo da história da ocupação do Brasil. Desde que o primeiro europeu colocou seus pés no Brasil, foi seguido pela pata do boi. O vírus da gripe, o boi, a bíblia e a arma de fogo modificaram este continente, difícil saber o que causou mais danos.


O boi é uma fonte de proteínas de baixíssima eficiência energética (converte em carne meros 7% do que come). Com sua pata compacta o solo, causa erosão e destrói as micro-bacias e o seu consumo traz sérias conseqüências à saúde.


O boi é um trator funcionando 24 horas. E por quê? Para saciar a vontade de comer picadinho, hambúrguer e estrogonofe. Para transformar o Brasil no maior pasto do planeta foi preciso abrir espaço para este animal. Mato (leia-se: floresta tropical com grande diversidade biológica) não alimenta boi. As florestas têm que ceder lugar ao pasto. Poderíamos resumir a história do desaparecimento da Natureza do Brasil em uma única lápide: virou bife.


Em 500 anos reduzimos os 1,5 milhões de hectares da Mata Atlântica a meros 7% de sua área original, a Caatinga para menos de 20% e o Cerrado para menos de 25% de sua área. Pior: a degradação continua, de maneira acelerada.


Insistimos em ocupar novos pastos na Amazônia ao invés de melhorar a produtividade do que já se transformou em pasto no Sul, Centro-Oeste e Sudeste. O Brasil continua um país irresponsável em termos de produtividade na pecuária. Dos 850 milhões de hectares do Brasil, há no país cerca de 250 milhões de hectares de pasto (cerca de 30% do país). Deste total, cerca de 30% está na Amazônia (75 milhões de hectares). A produtividade na Amazônia é pífia 0,7 cabeças/hectare - símbolo da incompetência em compreender e tratar o meio físico amazônico. Vamos lembrar que o Brasil todo possui cerca de 50 milhões de hectares em área plantada!


Neste ritmo, em duas décadas teremos mais bois na Amazônia do que a totalidade do rebanho brasileiro atual. No Brasil já há mais bois que brasileiros.


Resumo de nossa história: o Brasil virou pasto e nossa grande contribuição à humanidade foi substituir a maior floresta tropical do planeta em churrasquinho. Carne com gosto de fumaça, violência e extinção de espécies. Apesar da ditadura militar ter se desmilinguido nos anos 1980. A Amazônia continua sob o domínio do medo, da lei do mais forte, do coronelismo, da grilagem de terra, da corrupção e do incentivo fiscal a quem dele não necessita. Quem manda é o revólver e a moto-serra. Um boi vale mais que uma vida.


Por quê?



Por que insistimos em incorrer nos mesmos erros que nossos antepassados europeus, para quem a pata de vaca era sinônimo de progresso. O boi é celestial. O mato é o demônio. O arame farpado é progresso. A floresta calcinada é progresso. O mugido do boi é progresso. O pasto, que pode ser medido e contabilizado, é celestial.


O país continua a tratar a Amazônia como uma área ainda não conquistada, um imenso estoque de terra pronto para virar pasto. E mais, a Amazônia como fonte inesgotável de madeira, peixe, ouro, alumínio, energia elétrica etc.



As políticas públicas e a maior parte das empresas despreza os 10.000 anos de convivência com a floresta tropical. Desta aprendizado passo a passo, de descoberta do ser e viver. O Brasil trata as comunidades indígenas e a caboclas como culturas primitivas, bárbaras e demoníacas. O mato, o espaço do desconhecido, do que não pode ser controlado, é o antro do medo, da escuridão. É no mato que estão os piores horrores.


Não haverá aqui uma inversão de valores? Estamos prontos a reconhecer este erro? Ou continuaremos a nos ufanar que temos o maior rebanho comercial do planeta? Que nossos bois são bois verdes, comem só capim?


Vamos continuar a nos enganar? Seremos honestos com as futuras gerações? Quem está disposto a pensar um novo Brasil? Seremos os bois de presépio da vez, que se sentam na lanchonete e devoram silenciosos seus hambúrgueres?


O desafio



Cabe a nós, e tão somente a nós todos, sermos diligentes e eficientes em propor um novo pacto civilizatório para a Amazônia, capaz de diminuir a pressão sobre as populações nativas e o meio ambiente. Seus 23 milhões de habitantes, com amplas necessidades de consumo, inclusive de proteínas, demandam respostas rápidas.


Há 7 milhões de habitantes na zona rural, dos quais cerca de 2 milhões vivem em trinta mil comunidades tradicionais, em sua maioria com acesso precário a serviços públicos de educação, saúde, água, esgotos, energia, segurança e assistência técnica agrícola.



Não estará na hora de nos transformarmos de destruidores em enriquecedores da natureza. Será que não bastam os 75 milhões de hectares já desmatados da Amazônia (área superior a toda área agrícola do país) para revolucionarmos nossa compreensão de floresta tropical produtiva?


Não será a hora de formarmos agricultores da sustentabilidade (permacultores), guarda-parques, guias de eco-turismo, artesãos, madeireiros cuidadosos, cientistas e estudiosos do saber local?


E nós, continuaremos a ser meros telespectadores? Corrigindo, na verdade, somos mais que telespectadores, somos os que financiam este processo, silenciosamente, nas gôndolas de supermercado, nos espetinhos, nos pastéis de carne... Mais do que rebanhos de consumidores, de cabeça baixa, nossa ignorância alimenta a injustiça e a destruição. Aceitamos, silenciosamente, que as coisas continuem como estão.


Medidas práticas para o dia de hoje



Você pode mudar a Amazônia a partir de agora. A sua decisão de consumo afetará profundamente o que se produz na Amazônia.



Ao nível individua
l:
Se você come carne, pergunte a quem lhe vende, de onde vem a carne para saber se você está comendo ou não a Amazônia.


Se você mora fora do Brasil pergunte se é mesmo imprescindível vir carne da Amazônia e das outras florestas tropicais (muitas vezes você come a Amazônia na forma de soja, que ao invés de alimentar pessoas é dado a porcos, galinhas e vacas).


Que medidas o poder público pode tomar agora por meio de decreto:
aumentar a taxa do imposto territorial rural das áreas de pastagens;
modificar a fórmula de cálculo do imposto de renda dos fazendeiros;
fiscalizar com seriedade as questões ambientais, trabalhistas e tributárias da cadeia produtiva da carne na Amazônia.


Ao nível coletivo nacional:
Não seria oportuno discutir uma moratória de alguns anos, digamos, quatro anos, onde nenhuma autorização de desmatamento fosse concedida. Não seria este um tipo de compromisso que um novo presidente da República deveria assumir?


Não seria oportuno organizar um amplo programa de reeducação para fazendeiros e suas famílias, permitindo que fossem capacitados em técnicas sustentáveis de convivência com a floresta? Afinal, eles são pessoas como nós, que só querem ter uma vida digna para si e seus familiares. A pecuária é apenas o meio de vida que lhes coube e que sabem trabalhar.


Ao nível coletivo internacional:
Não está na hora de efetivamente discutir a relação entre a destruição das florestas tropicais do globo, a pecuária e o consumo de madeiras tropicais?


Teremos que olhar a Amazônia de outra forma, não através dos olhos bovinos que esmagaram o futuro nos últimos cinco séculos. É preciso que aceitemos que não somos bois de presépio nem bois de piranha. Somos seres capazes de decidir o que queremos. E queremos justiça social, ambiente saudável, emprego e renda com eqüidade. Queremos entregar às futuras gerações a Amazônia com a etnodiversidade, a biodiversidade e a diversidade cultural melhor ou igual àquela que recebemos.


Texto por João Meirelles. João Meirelles vive em Belém, Pará, na região do estuário do rio Amazonas. Trabalha numa entidade sem fins lucrativos, o Instituto Peabiru www.peabiru.org.br - e se dedica ao fortalecimento institucional de organizações sem fins lucrativos da Amazônia. É autor do Livro de Ouro da Amazônia (3a edição, Ediouro, Rio de Janeiro, 2004). Décima geração de pecuaristas que abriram as fronteiras pioneiras do Brasil, deixou de comer carne bovina em 2.000. Este artigo foi publicado no site www.vegetarianismo.com.br


Odd Girl Out


Part 02:
http://www.youtube.com/watch?v=EFooJ1L2FbY
Part 03:
http://www.youtube.com/watch?v=H73hxN-dM9U
Part 04:
http://www.youtube.com/watch?v=mtC5AAGB1y0
Part 05:
http://www.youtube.com/watch?v=7t3TK_qLgUI
Part 06:
http://www.youtube.com/watch?v=c8PM8ZK-GBo
Part 07:
http://www.youtube.com/watch?v=hFSUfKIA--U
Part 08:
http://www.youtube.com/watch?v=z-g1ScRlQdM
Part 09:
http://www.youtube.com/watch?v=6aj4oDW43VM


IGNOREM A CAPA


Odd Girl Out é um filme baseado no livro de Rachel Simmons Odd Girl Out: the hidden culture of aggression in girls, traduzido como Garota fora do jogo: A cultura oculta da agressão às meninas. Ele trata de um assunto que infelizmente é muito comum, o Bullying e as suas conseqüências.


No começo pode parecer mais um daqueles filmes de patricinhas etc(talvez até seja), mas foi essencial para o decorrer da história e chegar ao tema central da história. Ele conta a história de uma garota chamada Vanessa que era popular na escola e começou a sofrer, por motivo fútil, frequentemente todo o tipo de bullying das ex-amigas, incluindo o cyberbullying, e é iludida pela sua melhor amiga. As conseqüências do Bullying que Vanessa sofreu são semelhantes aos da vida real, como: depressão; diversos ataques psicóticos; métodos para emagrecimento devido a insatisfação com o corpo e até mesmo tentativa de suicídio. Sem falar que ela ignorava as pessoas que tentavam lhe ajudar, como uma amiga e sua mãe, e procurava desesperadamente se reconciliar com a amiga popular, que sempre lhe enganava com falsidades.


Infelizmente eu não achei esse filme legendado, ele só pode ser comprado por sites, e o único canal que o exibiu com legendas foi a HBO e suas filiadas.


Eu até botaria umas legendas nele, mas dá muito trabalho e preguiça. Primeiramente eu teria que conseguir as legendas pré-prontas ou traduzir eu mesmo o filme, o que daria um pouco de dificuldade, mesmo com curso de Inglês finalizado, estou a um tempo sem pratica; depois teria que organizar as legendas e sincronizar com o filme; depois adicionar as legendas no filme através de um programa próprio para isso; e postar em site pra download ou em algum site de exibição de filme online, nesse ultimo ainda teria que ver todo o filme para ver se o áudio, a legenda e a imagem ficaram sincronizadas. È pessoal, vida de Legendador(palavra inexistente) e dublador(apesar de não ser muito fã de filme dublado) não é fácil não, mas se alguém se oferecer pro trabalho eu ficaria extremamente grato.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Cristãos Não Têm Livre-arbítrio

Quantos cristãos você conhece que acreditam ou dizem que deus controla tudo o que acontece? Quantas vezes você ouviu Cristãos dizendo “Se deus quiser” ou “Isso aconteceu pela vontade de deus”, etc? Não importando se foi um acontecimento bom ou ruim



Segundo os cristãos, deus controla tudo e a todos, controla desde uma bactéria ou um vírus, até humanos, cristãos ou não cristãos. Então deus manipula desde um acontecimento bom até um ruim. Já que é isso, posso afirmar então, que todos nós somos inspirados divinamente, e não só aqueles que realizam “milagres”.



Então seguindo essa lógica, eu não estou escrevendo esse artigo por livre vontade, e sim estou sendo manipulado por deus a escrevê-lo, do mesmo modo que você está sendo manipulado(a) pelo mesmo para ler esse artigo.



Desse modo deus controla todos os acontecimentos maravilhosos e os mais catastróficos, tudo isso já está planejado por ele, e nós nada podemos fazer, pois somos apenas marionetes divinas e não pensamos por nós mesmos, pois deus também o faz. Ele decidiu quando você nasceu, quando você morrerá, se você deve nascer, o que você fará nessa mesma hora amanhã, etc.


Um amigo (manipulado por deus) te conta uma piada, você (também manipulado por deus) pode achar graça dela ou não. Mesmo você achando graça na primeira vez, na segunda ou terceira você já não acha tanta graça quanto antes. Mas porque deus contaria uma piada pra si mesmo? Ou será que ele só estava brincando com o ouvinte e o narrador da piada. Isso nos faz tirar pelo menos uma conclusão; deus é extremamente contraditório.


Tomemos como exemplo um assassinato. Deus por meio de um indivíduo mata outro indivíduo. Porém se esse ser agiu por vontade divina, ele não poderia ser culpado, pois foi apenas um objeto usado por deus para cometer o assassinato, porém deus por meio de outras pessoas repreende tal ação. Deus mata um ser vivo e se auto repreende logo após. E essa contradição não acontece apenas em um assassinato.


Por exemplo, o deus que deveria ser cristão, tem ao mesmo tempo todas as religiões, pois manipula as pessoas para que cada uma tenha uma religião, ou nenhuma. E esse, muitas vezes impõe ,por meio dessas pessoas, que achem a sua religião melhor que a dos outros. “Mas pêra e! Se podemos escolher que religião escolhermos então temos livre arbítrio” errado, isso é só uma ilusão do livre arbítrio, sua religião é decidida por deus, e se ele quiser que você troque de religião, ele o fará e você nada poderá fazer, pois é só uma marionete.


Até agora só dei exemplos das ações de deus através dos humanos, agora suponhamos um furacão que teve conseqüências destruidoras. Deus por meio do furacão destruiu e matou mais pessoas, porém deus ao mesmo tempo manipula outras para que se escondam do furacão e que logo após esses possam reparar os estragos do furacão.


Se deus é onisciente e não comete erros, por que se contradiz tanto em suas ações? Ou será que deus é tão complexo que suas ações estão além de nossa compreensão, então achamos que ele é contraditório? Todos os exemplos que você pense há contradições: abortos, homofobia, pesquisas de células-tronco etc, Nenhuma das pessoas que são a favor ou contra poderiam ser culpadas, pois deus agiu por meio delas. Afinal, todos nós não temos livre arbítrio, e só somos marionetes de deus? Ou só Cristãos deveriam ser considerados sem o livre arbítrio?

quinta-feira, 17 de abril de 2008

O tremor da Rede Globo diante da Internet

Ultimamente a Rede Globo, frequentemente, exibe alguma matéria mostrando os males da Internet:pornografia, vírus, risco de ser assaltado no Banco Online, invasão de privacidade e também mostram os internautas como doentes mentais e viciados por informação e por internet. Como tudo na vida, a Internet tem seu lado ruim. Porém a Globo nunca fala dos bens da internet, as únicas informações positivas (segundo ela) estão em seu site.


Ela tenta passar a mensagem de que as pessoas devem parar de usar a internet e assistirem a sua programação e de que quem não possui computador nada está perdendo, pelo contrário, só se livrando de virarem malucos, assim eles não se interessam por internet e continuam sendo livremente manipulados pela Rede Globo. Apesar de a mesma ter parceria com a NetVirtua.


A internet nos proporciona a agilidade de informação, a independência editorial e o alto cunho acadêmico, nela a informação é dada completa e poucas vezes editada, sem falar que há várias versões da notícia, o que facilita na compreensão de sua veracidade. Na internet podemos falar o que pensamos sem sermos censurados, um grande exemplo disso é o Orkut, que a Rede Globo tratou de tachar como site de tarados, site de bullying e site de torcidas organizadas marcarem suas brigas.


Através da internet é possível encontrar todos os podres da Globo, há maior facilidade de se encontrar pessoas que também são contra ela. O Documentário “Além do Cidadão Kane” (também postado nesse blog) se encontra livremente pela internet, inclusive no videogoogle e no Youtube, e já teve mais de 500 mil visualizações; sem falar dos diversos vídeos como “O Direito de Resposta de Brizola” em pleno Jornal Nacional entre muitos outros; No Orkut as pessoas pregam contra a Globo, armam boicotes e protestos etc.


O Máximo que a Globo pode fazer contra a internet ela já faz, que são suas matérias anti-internet e retiradas de alguns vídeos, que mostram a verdade, do Youtube, mas mesmo assim esses são postados outras vezes. O motivo disso? Na internet, existem empresas mais poderosas do que ela (Google, Yahoo, Microsoft) e podemos ver como são outras emissoras (BBC, Televisa Univision...).


A Globo usa toda a sua força manipuladora e sua face anti-jornalística para enganar a grande massa de pais, para que não deixe que seus filhos vejam a verdade de sua história, sua afiliação com a Ditadura Militar, o modo que usou o Grupo Time-Life, suas manipulações e censuras grotescas nas informações e a forma como andou lado-a-lado com todos os governos de direita. Preferem que as crianças, os futuros adultos, vejam suas novelas, seus Big Brothers e seus telejornais, onde o mundo está um caos e o Brasil está perfeito. E a Record segue o mesmo caminho.


A ignorância é vantajosa para Globo porque se o povo tiver um senso crítico, não irá concordar sempre com o que dirá o Jornal Nacional, o Fantástico, o Jornal Hoje e nem o que é retratado em suas novelas.


O Brasil precisa acordar e se rebelar contra essa emissora que manda e desmanda no país sem pestanejar antes que aqui vire uma China onde mais de 15 mil sites são bloqueados.


Esse artigo é uma mistura de minhas idéias com o seguinte artigo: http://bloginternacional.wordpress.com/2007/03/24/porque-a-globo-morre-de-medo-da-internet/

quarta-feira, 16 de abril de 2008

A RELIGIÃO FAZ MAL AO MUNDO



Revista Veja, edição 2040 de 26 de dezembro de 2007.

O filósofo Sam Harris, um dos ateus mais barulhentos dos EUA, diz que só com o fim da fé se poderá erguer uma civilização global.


André Petry

Fotos Jobathan Alcorn/Zuma Press, Steve Cole/Getty Images/Royalty Free


LEGIÃO DE LEITORES
Com seus livros sobre ateísmo, Sam Harris tem freqüentado a lista dos mais vendidos do New York Times.


Dependendo do ângulo em que é observado, o filósofo americano Sam Harris, de 40 anos, exibe uma des-concertante semelhança física com o ator Ben Stiller, mas seu trabalho nunca está para comédias. Junto com o biólogo inglês Richard Dawkins, autor de Deus, um Delírio, Sam Harris é um dos mais ativos militantes contra as religiões. Em 2005, nos Estados Unidos, ele lançou O Fim da Fé e ficou mais de trinta semanas na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times. Neste ano, produziu um novo best-seller com críticas à religião. Com 91 páginas, Carta a uma Nação Cristã, já lançado no Brasil pela Companhia das Letras, é um compêndio em defesa do ateísmo. É redigido com uma linguagem tão cortante e argumentos tão implacáveis que, por vezes, roça o panfletário, mas dá seu recado com clareza absoluta. O filósofo bate em cada um dos pilares da fé e conclui: "A religião agrava e exacerba os conflitos humanos muito mais do que o tribalismo, o racismo ou a política". Ele deu a seguinte entrevista:


O movimento dos ateus é forte nos Estados Unidos e na Inglaterra, principalmente. É uma decorrência dos atentados de 11 de setembro de 2001?
Vejo dois motivos simultâneos para essa confluência geográfica: os atentados de 11 de setembro e a escancarada religiosidade do governo de George W. Bush. A conjunção desses dois fatores levou muitas pessoas a se preocupar com o fato de que a fé está agora dos dois lados do balcão. Esse é um jogo altamente perigoso.


Por quê?
A fé é, intrinsecamente, um elemento que, em vez de unir, divide. A única coisa que leva os seres humanos a cooperar uns com os outros de modo desprendido é nossa prontidão para termos nossas crenças e comportamentos modificados pela via do diálogo. A fé interdita o diálogo, faz com que as crenças de uma pessoa se tornem impermeáveis a novos argumentos, novas evidências. A fé até pode ser benigna no nível pessoal. Mas, no plano coletivo, quando se trata de governos capazes de fazer guerras ou desenvolver políticas públicas, a fé é um desastre absoluto.


O senhor acha que o mundo seria melhor sem religião, sem fé, sem crença em Deus?
Seria melhor se não houvesse mentiras. A religião é construída, e num grau notável, sobre mentiras. Não me refiro aos espetáculos de hipocrisia, como quando um pastor evangélico é flagrado com um garoto de programa ou metanfetamina, ou ambos. Refiro-me à falência sistemática da maioria dos crentes em admitir que as alegações básicas para sua fé são profundamente suspeitas. É mamãe dizendo que vovó morreu e foi para o céu, mas mamãe não sabe. A verdade é que mamãe está mentindo, para si própria e para seus filhos, e a maioria de nós encara tal comportamento como se fosse perfeitamente normal. Em vez de ensinarmos as crianças a lidar com o sofrimento e ser felizes apesar da realidade da morte, optamos por alimentar seu poder de se iludir e se enganar.


É possível conciliar ciência e religião?
A diferença entre ciência e religião é a diferença entre ter bons ou maus motivos para acreditar nas hipóteses sobre o mundo. Se houvesse boas razões para crer que Jesus nasceu de uma virgem ou que voltará à Terra, tais proposições fariam parte de nossa visão racional e científica do mundo. Mas, como não há boas razões para acreditar nisso, quem o faz está em franco conflito com a ciência. É claro que as pessoas sempre acham um modo de mentir para elas mesmas e para os outros. A estratégia, nesse caso, é dizer que tal crença decorre da fé. Com freqüência, ouvimos dizer que não há conflito entre razão e fé. É o mesmo que dizer que não há conflito entre fingir saber e realmente saber. Ou que não há conflito entre auto-engano e honestidade intelectual.


Haverá o dia em que a humanidade deixará de ter fé ou a fé faz parte da natureza humana?
O desejo de compreender o que se passa no mundo é inato, assim como o desejo de ser feliz, de estar cercado por pessoas que amamos ou o desejo de ser mais feliz, mais carinhoso, mais ético no futuro. Mas nada disso nos obriga a mentir para nós mesmos, ou para nossos filhos, a respeito da natureza do universo. É claro que nossa compreensão do universo é incompleta e desconhecemos a extensão exata de nossa ignorância. Não temos como antecipar as maravilhosas descobertas que serão feitas. O que sabemos com absoluta certeza, aqui e agora, é que nem a Bíblia nem o Corão trazem nossa melhor compreensão do universo.


Mas nem a Bíblia nem o Corão se pretendem um manual científico para entender o mundo?
Esses livros não são sequer um guia sobre moralidade que possamos considerar minimamente adequado, e falo de moralidade porque é um campo em que ambos se consideram exemplares. A Bíblia e o Corão, por exemplo, aceitam a escravidão. Qualquer um que os considere guias morais deve ser a favor da escravidão. Não há uma única linha no Novo Testamento que denuncie a iniqüidade da escravidão. São Paulo até aconselha aos escravos que sirvam bem aos seus senhores e sirvam especialmente bem aos seus senhores cristãos. É desnecessário dizer que a Bíblia e o Corão, além de não servir como guias em termos de moralidade, também não são autoridade em física, astronomia ou economia.


Que tipo de impacto seu livro pode ter sobre os leitores religiosos?
Eu ficaria feliz se o livro levasse os leitores a se perguntar por que, em pleno século XXI, ainda aplaudimos pessoas que fingem saber o que elas manifestamente não sabem nem podem saber. Não há uma única pessoa viva que saiba se Jesus era filho de Deus ou se nasceu de uma virgem. Na verdade, não há uma pessoa viva que saiba se o Jesus histórico tinha barba. No entanto, em muitos países é uma necessidade política simular que sabemos coisas sobre Deus, sobre Jesus, sobre a origem divina da Bíblia. Imagino que qualquer pessoa religiosa que leia Carta a uma Nação Cristã com a cabeça aberta descobrirá que os argumentos usados contra a fé religiosa são absolutamente irrespondíveis. Isso deve ter algum efeito sobre o modo de ver o mundo dos leitores. Eles certamente vão perceber que ser um cristão devotado faz tanto sentido quanto ser um muçulmano devotado, que, por sua vez, é tão lógico quanto ser um adorador de Poseidon, o deus do mar na Grécia antiga. É hora de falarmos sobre a felicidade humana e nossa disponibilidade para experiências espirituais na linguagem da ciência do século XXI, deixando a mitologia para trás.


O Brasil é um país aparentemente tolerante com as diferentes religiões e conhecido pelo sincretismo religioso. Num país assim, é mais fácil ou mais difícil para o ateísmo crescer?
Em certo sentido, deve ser mais fácil. O convívio intenso de crenças inconciliáveis deve levar as pessoas a compreender que tais crenças são produtos de acidentes históricos, são contingenciais, são criadas pelo homem e, portanto, não são o que pregam ser. Judeus e cristãos não podem estar ambos certos porque o núcleo de suas crenças é contraditório. Na verdade, eles estão equivocados sobre muitas coisas, exatamente como estavam antes os adoradores dos deuses egípcios ou gregos. Ou os adoradores de milhares de deuses que morreram durante a longa e escura noite da superstição e da ignorância humana. Em qualquer lugar que os seres humanos façam um esforço honesto para chegar à verdade, nosso discurso transcende o sectarismo religioso. Não há física cristã, álgebra muçulmana. No futuro, não haverá nada como espiritualidade muçulmana ou ética cristã. Se há verdades espirituais ou éticas a ser descobertas, e tenho certeza de que há, elas vão transcender os acidentes culturais e as localizações geográficas. Falando honestamente, esse é o único fundamento sobre o qual podemos erguer uma civilização verdadeiramente global.


Infelizmente eu não achei o livro pra download, mas achei vários preços dele em várias lojas no site do BuscaPé:
http://compare.buscape.com.br/carta-a-uma-nacao-crista-sam-harris-8535911189.html

terça-feira, 15 de abril de 2008

COSMOS de Carl Sagan- Episódio 3: A Harmonia dos Mundos

http://video.google.com/videoplay?docid=6692559433098683580


Em todo o mundo, os nossos antepassados de todas as culturas tiveram conhecimentos próprios de astronomia. As suas vidas disso muito dependiam. Mas a caminhada humana desde os mais remotos astrônomos aos modernos exploradores do Cosmos derivou numa pseudociência chamada astrologia.


O último astrólogo científico foi também o primeiro astrônomo moderno: Johannes Kepler. Kepler lutou pela busca de uma harmonia nos céus e deu um passo fundamental para nos conduzir à era científica. O segredo que conduziu Kepler foi um respeito descomprometido pela observação dos céus, mesmo quando, agonizante, o confrontaram com as mais enraizadas crenças que acarinhava.


Os profundos conhecimentos de Kepler ensinaram-nos como a Lua e os planetas se movem nas respectivas órbitas e, mais recentemente, como viajar para eles.


Para quem quiser ver dublado

Em 6 partes no Youtube
Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=FVAoGYKd2LM
Parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=8TmF78xHOiA
Parte 3
http://www.youtube.com/watch?v=IGb0kHSxWIY
Parte 4
http://www.youtube.com/watch?v=MglcWNEJBc0
Parte 5
http://www.youtube.com/watch?v=VGx7u_BDedA
Parte 6
http://www.youtube.com/watch?v=Xj1BeXRu1Zw


No Googlevideo completo
http://video.google.com/videoplay?docid=-1036639776690766678